Infortúnio~ Que comece a tragédia...

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Infortúnio~ Que comece a tragédia...

Mensagem por Yukito em Sex Set 09 2011, 13:32


Um novo projeto. Histórias em forma de poema, em breve o restante da história será adicionado. Esta é uma de muitas séries do gênero que eu vou tentar escrever. E, apesar de independentes uma da outra, poderão ter referências e até personagens e histórias em comum. Tudo se liga afinal de contas, não é?

Aproveitem a tragédia.

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Spoiler:
Lágrimas vermelhas no piso espelhado
Os negros portões do abismo se abriram no horizonte distorcido
O sofrimento revelado em forma de eterna dor
Um conto de desgraça
A vítima do Infortúnio

Qual o destino dos rejeitados?


Nascida na escuridão, privada de toda minha humanidade, meus sentimentos
Esquecida pelo mundo, trancada em um universo só meu
A existência vazia que vaga pelo meu gélido coração
Seria capaz de esboçar ao menos um sorriso?


“A resposta é Não”

Eu vago inutilmente por este mórbido e triste cenário
Cultivando o ódio e o rancor, sem ao menos conhecer o amor
E, na tragédia de minha existência, se me fosse permitido rir
Riria de mim mesma. Da minha condição. Da minha vida.

“O nome disso é vida?”

Uma garota acorrentada pela escuridão de seus sonhos
Uma alma corrompida pela cativante maldade
Não se pode salvar o que já está apodrecido


Selada em meu peito através da dolorosa marca da morte
A eterna maldição me corrói a cada nova estação
Não posso fugir, não posso desistir, não posso morrer
Meu destino é sofrer até nada mais restar...

Um fragmento apodrecido do meu coração dança em meio ao nada
Uma melodia vazia repetida eternamente em um cenário sem cor
Negro como o pecado. A única cor conhecida pelos meus olhos tão frágeis

As vozes que ecoam nesse paraíso são..”

Palavras que ouvi
Palavras ditas por mim
Palavras que desconheço
Palavras que matam
O infortúnio de minha existência já não cabe em meu peito...

“Até quando devo chorar?”

O meu primeiro passo em direção à luz que me aquece
A amargura que me constitui grita em desespero
O sentimento simulado pelo meu falso ‘eu’ seria a felicidade?

Eu sorri.

Dançando em meio às folhas secas do outono
Manchando de vermelho o fértil solo daqueles que se proclamam vivos
Eu despertei do eterno pesadelo, também conhecido como lar
Um cenário repetido milhares de vezes
Meu paraíso monocromático


Os tons do negro se misturam em uma elegante performance
O cenário de escuridão, composto apenas por uma cor
Eu estendo meus braços, em busca da luz
Intensa e brilhante, como um cristal abençoado, vem em minha direção
O meu mundo se transformando lentamente diante de meus olhos
Do preto ao branco
Do branco ao vermelho


A escuridão da noite me consome, as estrelas brilham diante de minha pálida face
A brisa gélida toca meu apodrecido coração, que se parte
Lágrimas de sangue caem nos jardins do paraíso, tão belo
E assim, as flores vermelhas da vingança finalmente nascem
E, antes que murchem, presenciarão uma nova história...
Não a minha tragédia!
Não o meu sofrimento!
À partir dessa amaldiçoada estação...
... Novos corações serão destruídos!

“Quem deverá sofrer no meu lugar?”


O amargo veneno chamado angústia
Um coração fragilizado e destruído pela indiferença
Uma alma cegada pela constante e vibrante dor
Através desse ciclo eterno de sofrimento
Os contos de infortúnio se repetem
Eternamente


“De quem é o sangue derramado sobre a neve?”

A garota e sua inacabável jornada rumo à morte
Seguindo pelo tortuoso caminho da decadência
Almas corrompidas pela dor não podem ser salvas
As vítimas da maldição...


“Nunca viverão”

Spoiler:

Voe para longe, corrompido passado
Se perca no labirinto da história, desapareça em meio às folhas secas
Sem olhar para trás, ignorando o meu pecado, o que me aguarda é...


Uma figura solitária na escuridão da noite.
Uma mulher amedrontada fugindo na chuva
O choro do bebê em seus braços seria a fonte de sua determinação?

Um pecado sem perdão.

As marcas negras que condenam minha alma
Não passam de sentimentos aprisionados no meu peito
Os meus passos pesados em busca de um novo paraíso
Resgatam em mim uma nostálgica sensação chamada culpa


“Persigam a criminosa”

O passado que acorrenta minha alma está cada vez mais distante
Sem deixar rastros, eu fujo de tudo, fujo de mim
Escondo as evidências de um crime que eu mesma cometi
Sacrificando minha humanidade pela pureza de um ser


“Persigam a criminosa”

Me perdoe, filho, por todo o sofrimento que lhe causarei
Apenas entenda que eu te amo e isso justifica tudo o que fiz
Mas a maldição....


Abafando o choro da criança, os trovões da fúria
Suas lágrimas disfarçadas pelas gotas de chuva
Seu coração aquecido pela magia da vida

Me perdoe, filho, por tudo que eu lhe tirei
Apenas entenda que eu te amo e isso justifica tudo o que eu fiz
Mas a maldição... não te abandonará


Voe para longe, corrompido passado
Se perca no labirinto da história, desapareça em meio às folhas secas
Sem olhar para trás, ignorando o meu pecado
O que me aguarda é um futuro incerto e doloroso

Eu não me importo comigo, não derramarei uma lágrima sequer
Apenas imploro aos céus pelo seu sorriso
Meu filho, não desista de seus sonhos
Meu filho, não desista de sua vida
Meu filho, não desista de você

Voe para longe, lembrança da felicidade
Se tranque em meu coração, desapareça com a chuva
Pensando apenas no bem da criança, esquecendo de minha própria existência
O que me aguarda é a crueldade da morte

Voe para longe, imperdoável pecado
Se prenda em minha alma, desapareça no inferno
Entregando minha alma à escuridão, sem arrependimentos
O que me aguarda é...


“Me desculpe, filho. Talvez você nunca entenda. Talvez você nunca me perdoe.
Apenas saiba que eu te amo e te carregarei eternamente em meu peito.
Eu te protegerei.”


Uma vila perdida nos confins da escuridão
Uma mulher mergulhada no rio do pecado
O esconderijo perfeito, um crime sem falhas
Até quando uma mentira pode ser mantida?

Nesse mundo de injustiças e falsidades
Quantas almas resistirão ao juízo final?

Spoiler:
Fortuna. Luxo. Poder.
Vingança.
Com essas palavras cravadas em seu peito e a ambição estampada no olhar
A mulher dava mais um passo em direção ao seu futuro escarlate
Uma virada do destino, uma chance de ouro, uma traição
Um único ato poderia causar a morte de milhares?

"Me perdoe, Izaac.
Mas seus sentimentos não são o suficiente para mim."


A paz era lei no Reino de Proditius naquele período monótono.
As guerras haviam se encerrado e as pessoas podiam voltar a sorrir
Até quando?

Vinda de um vilarejo distante, fugindo da tortura
Meu corpo carregando as marcas da ira, meus olhos encharcados de lágrimas
Um pai beirando a insanidade, uma mãe cega, uma irmã sádica como o diabo
E em meio ao turbilhão de infortúnios, o antigo “eu” despedaçou

Quantas almas são necessárias para pagar um sofrimento?
O quão culpado é o mundo diante de sua tragédia pessoal?
Um inferno refletido no mundo, a minha vida narrada através de sangue.

Alcançando os vales de Proditius, sem ao menos saber o que vinha a seguir
O fogo abraçava a floresta, os gritos dos bravos soldados ecoando pelos vales
Mergulhada na guerra, o infortúnio me encontrara uma vez mais
Por que eu deveria sofrer sem ao menos merecer?
Um ciclo infinito de injustiças, uma dor constante reverberando no horizonte


Por que choras, bela jovem?
Limpe suas lágrimas, segure minha mão
A guerra já acabou, por que não liberta a dor de seu coração?
A partir desse abençoado momento, enquanto o azul preencher o céu, cuidarei de você
Eu lhe prometo com o coração.


O mundo girou, a sorte mudou de mãos.
O inferno transformado em paraíso através dos frágeis fios do destino
Se ao menos um coração pudesse ser curado pela magia eterna do amor...


“Anita von Alma, a Rainha de Proditus”

O reino todo gritou pelo meu nome, minha alma se elevou aos céus
O irônico desdobramento de tragédias me presenteou com ouro
Izaac ao meu lado, me amando com toda a pureza e honestidade
Meu coração podia finalmente voltar a viver
Mas...


“Qual o problema, Anita? Está tudo bem?”

“Me perdoe, Izaac. E obrigada. Sem você, eu nunca teria...”

Mergulhei no meu próprio rancor, cega pelas minhas ambições
O tortuoso caminho que trilhei no passado revivera em meu peito
Um sorriso envenenado surgiu em minha face quando a taça se quebrou
O líquido escarlate manchou o tapete branco, puro como a alma do homem que jazia morto aos meus pés

Rindo como se minha vida dependesse daquilo, meu coração se quebrou
Minha alma corrompida pela dor já não podia amar
O pássaro da morte abriu asas e voou, levando consigo a humanidade que me restava
O que sobrou foi uma marionete do infortúnio.


A cor do céu naquela noite era púrpura, como o vinho
A cor do reino seria vermelho, como o sangue
A cor da melodia cantada pela Rainha naquela noite... era negra.

“Que comece o meu reinado. Sem misericórdia, sem perdão. Que o mundo se torne um mar de sangue!”

As cortinas da tragédia se fecham no palácio enquanto a Rainha dança no escuro
O prólogo de um crime ainda maior, a traição que destruiu o amor...
Ecoará por todo o horizonte.



Última edição por Yukito em Sex Set 09 2011, 14:55, editado 2 vez(es)

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Re: Infortúnio~ Que comece a tragédia...

Mensagem por Maknae em Sex Set 09 2011, 13:44

OPA~<3

Eu tinha lido o primeiro e... genial ~
Acabei de ler o segundo e... mais genial ainda.

YUKI-PON, VAI SER FODA LÁ PRA LÁ. DEPOIS DESSA NÃO ESCREVO MAIS NADA, VOU ENCOMENDAR PRA VOCÊ FAZER E -não

Enfim... meus parabéns... de todas as outras "séries" que você fez por aqui (acho que essa é a segunda depois de Tragédie sei lá) essa é sem sombra de dúvida a mais foda. Tragedie também é foda mas esse Infortúnio tá prometendo ownar geral e é isso ai ~

c~o~n~t~i~n~u~e, ouviu? Estarei esperando~!
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