Uma Atriz de Vermelho.

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Uma Atriz de Vermelho.

Mensagem por Paula Roveroni em Qua Ago 10 2011, 19:38

EU CONSEGUI EU CONSEGUI, FOI CORRIDO MAS FINALIZEI A TEMPO. Meu deus! *suspira* Aiai, posso morrer feliz. ;;
Então é.

Título: Uma Atriz de Vermelho.
Palavras: 1.919
Autora: Paula Roveroni.
Inspirado em: Roman, Chronicle 2nd, Märchen e Michele

E lá vai ~~

Um garoto, um livro, um destino.
Nada poderia ser mudado, não importasse o que acontecesse.
No começo, era só uma forma de diversão. Era só ler algum capítulo do livro de noite e pronto, até que....

30 de Julho de 1895

Um garoto, de nome Arthur corria tranquilamente pela vila, sua mãe finalmente o libertara do castigo por ter dito que seu pai fora atacado por um vampiro e morto, mas ele sonhara com isso. Sentia falta de seu pai, desaparecido e dado como morto em 21 de Novembro de 1892.

Mas ele não devia pensar sobre isso agora, tinha um objetivo: Ir até o bosque do lado da cidade e conseguir morangos silvestres nascidos por lá. Era esse o desafio para entrar no clube dos jovens mais velhos da cidade.

Saindo da cidade, o garoto pegou um atalho para o bosque entre a estrada principal, não tão usada quanto antes. Chegando lá, sentiu medo. Poderia haver lobos e outros animais selvagens por lá. Mesmo assim, queria cumprir seu objetivo. Engoliu o medo e continuou a andar. Chegou até a clareira do bosque, ouviu passos. Arthur pensou que era apenas impressão, ninguém além dele deveria estar ali, resolveu ignorar e procurar os morangos. Passos de novo... Quanto mais andava, mais ouvia passos. Começou a ficar com medo, queria correr, fugir, virou-se para ver de perto e viu um vulto. Mais detalhadamente, de seu pai. Não podia ser, seu pai estava morto, não havia ninguém por lá.

O vulto sumiu entre as árvores e o garoto esqueceu completamente do desafio e dos morangos, começou a seguir o vulto. Não conseguia mais vê-lo, mas ouvia seus passos. Corria em uma velocidade que ninguém o julgava capaz. Então, tropeçou. Parou de ouvir os passos, não via mais o vulto e só então olhou de fato onde estava. Na sua frente, uma casa supostamente abandonada e um poço, e ao lado do poço, um livro. A primeira reação do garoto foi levantar-se e verificar o que aquele livro de capa negra abandonado tinha em seu conteúdo.

Arthur começou a ler, o livro era de fato muito bom, contava a história de uma rainha bondosa e sua guerra e no outro capítulo de duas cantoras e sua rivalidade. Não percebendo, o garoto ficara a tarde inteira no bosque se deliciando com sua leitura. Ao anoitecer notou que não estava tão perdido quanto achava, havia uma trilha levando de volta a estrada principal, que o garoto estranhamente não havia visto de manhã.

Ao chegar na cidade, já temeu a fúria de sua mãe, nunca havia ficado além do anoitecer fora de casa, e já estava tarde daquela vez. Não queria ser posto de castigo.

Estranhamente, quando Arthur chegou em casa, sua mãe não estava presente, na mesa, um bilhete.

Arthur, irei até a cidade vizinha comprar carne, que é mais barata. Volto de manhã. Se cuide, na cozinha há pão e leite para comer.

Como Arthur não tinha fome, foi logo para a cama e continuou a ler.

E assim foi por vários dias, o garoto não vivia sem ler ao menos uma página do livro por dia. Esquecera completamente de seu desafio, do clube e até mesmo de ter visto seu pai. Seu único amigo agora era o livro.

24 de Outubro de 1895

Faltavam cerca de 4 capítulos para Arthur terminar seu livro, sentia-se triste, não queria terminá-lo, queria aproveitá-lo para sempre. Era realmente uma pena que não havia durado muito tempo. Decidiu, finalmente, sair a tarde e se divertir para tomar um ar, queria que esses 4 capítulos durassem bastante tempo, afinal.

Saindo na rua, Arthur notou que a vila estava bem mais silenciosa e triste que o normal. Pensando bem, até sua mãe havia se tornado mais depressiva nesses últimos dias. Perguntava-se o que poderia ter ocorrido. Para ele, foram seus dias mais felizes! Procurou pelos seus antigos amigos, mas não via nenhum deles. Os poucos habitantes que andavam pela rua o olhavam de maneira esquisita, dando medo no pequeno Arthur. Arthur resolveu então ir para casa e ler um pouco de seu livro. Estava cansado daquela atmosfera de medo e terror que a vila demonstrava atualmente.

Entrando em casa, deu uma olhada em sua mãe, ela também estava estranha... Tinha um ar cansado e deprimido. Preferiu não perguntar, não queria se intrometer nisso.

Arthur chegou em seu quarto, deitou-se e olhou para seu livro – era definitivamente seu único amigo e companheiro de verdade. Abriu seu livro no capítulo 13, página 509 e para sua surpresa, nele estava escrito.

Capitulo Treze
O menino e seu livro


Era uma manhã feliz para o menino, corria feliz pela vila, sua mãe finalmente o libertara do castigo por dizer que seu pai havia morrido por um vampiro. Sentia falta de seu pai, desaparecido e dado como morto em 21 de Novembro de 1892.

Começou a ficar com medo, aquilo não era normal... Tanta coincidência não era normal.... Avançou duas páginas

O garoto viu o vulto de seu pai entre as árvores, naquele momento, esquecera de tudo, desafios e morangos não eram nada comparados ao seu pai.

...... Mais duas páginas para tirar a prova.

O livro era seu melhor amigo agora, não saia mais de casa, não precisa mais disso. Seu único amigo era aquele livro.

Era coincidência demais, demais mesmo. Arthur não queria ler mais páginas, tinha medo do que encontraria. Não que ele acreditasse no que aquele livro idiota diria a ele. Não queria acreditar que o livro estava escrevendo sua história também, era algo inacreditável demais. Era só um livro, um mero livro estúpido, certo? Tudo descrito naquele livro era mera ficção, deveria ser mera ficção... Estava com medo, muito medo. Mais do que o normal. Arthur não agüentou, foi para sala ter com sua mãe.

Quando chegou na sala, sua mãe continuava com aquele ar depressivo e olhar cansado que a cidade inteira tinha, quando a mãe o viu, perguntou:

- Oh, meu filho finalmente saiu daquele quarto! – Sorriu de forma cansada e um tanto forçada – O que houve para ficar tanto tempo sem conversar com sua mãe?

- Eeer.... Eu estava lendo um livro que .... Que me deram, gostei muito! – Tinha em mente que sua mãe não sabia ler, queria manter o livro só para si, no final das contas. – Mas.. Já terminei de ler e estou procurando o-outro livro, poderia me dizer em que lugar da vila o acharia?

- Meu filho lendo com interesse, que formidável! Sim, há um grande leitor aqui na vila... Na verdade, ele era amigo de seu pai... Mas isso foi a muito tempo, de qualquer forma! Andando até o centro da vila, você achará uma casa com aparência abandonada, ele vive lá. Pode parecer um tanto assustador, mas não o vi sair de casa desde que seu pai..... – Sua mãe não conseguiu proferir suas palavras finais, e ele sabia que não deveria forçar a barra. Não queria ver sua mãe chorando, mas também não queria ficar lá ouvindo seus lamentos.

- Entendo mãe, estou indo! – Mal Arthur falara e já correra para a porta, deixando sua mãe sozinha na casa de novo.

Sua mãe ao menos dera as coordenadas corretas. Centro da vila, casa abandonada... Bateu na porta, ninguém atendeu. Uma segunda batida, nada. Na quinta batida, o homem de aparência um tanto moribunda abrira a porta, o olhou da cabeça aos pés e sem dizer nada, deixara-o entrar. A casa dava medo, um tanto quanto poeirenta e bagunçada, como o homem a sua frente, mas mesmo que o homem fosse maltrapilho, sentia uma onda de força e sabedoria quando o olhava.

- Você se parece com o seu pai. – A voz do homem soava bela e clara. Deveria ser realmente bonito, se cuidasse de si mesmo.

- Eu sei.

- A que devo a visita do filho de meu melhor amigo?

- Um livro. Grosso com capa negra. O achei no bosque. Os últimos capítulos dele... Bem, sabe o que poderia ser?

- A atriz de v-v-vermelho, cuidado garoto, seus dias estão contados.

- Atriz de vermelho? Não, senhor, é um livro. Não há nem mesmo teatros na cidade, quem dera uma atriz....

- Eu sei que é um livro! Ela aparece em todas as formas! Livros, garotinhas, bonecas. Sabe, filho, seu pai foi o único que conseguiu escapar dela... Por um tempo maior que o estimado a um ser humano normal.

- Meu pai? E-então, ele foi realmente morto? Por quem? Por essa atriz de vermelho? E-EU QUERO VINGA-LO, DE QUALQUER MANEIRA.

- Kufufufu, jovem tolo, nem seu pai conseguiu acabar com ela. A atriz de vermelho é tudo. Não há nada que não está conectado diretamente a ela. A atriz de vermelho chega a você das piores formas possíveis, usando seus desejos e suas felicidades para isso. Kufufufu, como eu sei? Sou experiente demais nessa área. A atriz de vermelho já foi uma amiga muito querida. Minha e do seu..... Pai. Não há nada que você poderá fazer contra ela, meu filho. Só espere, e veremos se ela o poupará ou não. Agora, vá, sem mais palavras a serem ditas, já ficamos tempo demais juntos. Ela pode desconfiar, ela pode se lembrar de minha existência... Ah, sou um fugitivo, deveria ter morrido ao lado de seu pai, filho.

Arthur iria perguntar mais, mas fora praticamente expulso da casa. Velho maldito! Não ajudou em nada, só o encheu de duvidas! Quem era aquela atriz de vermelho, afinal? Ele precisava saber. Não iria descansar até descobrir! Mas já estava de noite, precisava ir para casa, de manhã, iria resolver tudo relacionado àquela mulher.

Chegando em casa, resolveu ir dormir sem jantar ou ao menos olhar para sua mãe, não queria mais conversar com ela. Aquela mulher havia perdido a graça a muito. No quarto, abriu o livro pela qual, ele juraria, sua ultima vez, de manhã se livraria dele.

Abriu em sua ultima página, nela, apenas uma frase.
Você não escapará ao beijo da atriz, mais cedo ou mais tarde, será levado.

Aquela filha da puta! Ele nunca seria levado! Mataria, se fosse preciso! Amanhã, pensou Arthur, amanhã. Tudo irá se resolver, está de noite, não deveria se preocupar. Fechou os olhos, e aos poucos, ingressou ao mundo dos sonhos...

Estava em um campo florido, a sua frente, uma igreja. Dois homens o encaravam, um era um homem muito belo, os cabelos castanhos e encaracolados, a face tranqüila e sincera, como se naquele mundo não houvesse tristeza, o outro, seu pai e seu típico cabelo brancoe longo, os olhos corajosos e fortes e sua pele macia e brilhante, sentiu a felicidade irradiar seu corpo.Há tempos não o via.

- PAPAI! VOCÊ....

- Filho... – Seu pai começara a chorar – Você não deveria ter esperado até o amanhecer, a atriz de vermelho não espera, ela o matará... Oh , filho, no que eu o meti....

O homem belo, que agora ele notara ser o sábio, abraçara seu pai.
- Tudo bem, meu caro amigo. É o destino de todos que a encontram de fato... Eu sou um fugitivo, um covarde... Oh, vocês dois. Meu amigo, meu filho. Unam-se, ela é o ter....


Acordara de seu sonho, e a primeira imagem que seus olhos projetaram: Uma mulher, de vermelho. Tão bela e como o céu, e a face em uma expressão tão cruel como o inferno. Assim que ele a encarou, seus lábios se tocaram.

Ninguém escapará do beijo da atriz.

Arthur – Desaparecido e dado como morto em 27 de Outubro de 1892.

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Paula Roveroni
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