Cruz.

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Cruz.

Mensagem por God of the Wind em Qua Fev 02 2011, 20:31

Hay ther guise. Vim aqui postar uma história que eu escrevo quando estou com vontade, angst ou entediado. Ou os três. Eu me baseei em uma penca de coisas, entre elas, Umineko, Homestuck e Märchen. Como a nossa boa Phii Dulce disse que tava ok postar na seção principal, cá estou eu. Vou apenas dar um aviso aos leitores: eu NÃO sei escrever em primeira pessoa, por isso tá uma droga X_X Enfim, sem mais delongas, aqui está Cruz:
Spoiler:
Eu não sabia onde estava. Tudo estava branco. Branco e vazio. Eu não fazia ideia de onde estava. Tudo o que me lembro era de estar em uma festa. Não me lembro de quem era a festa, estava bêbado demais. Espere, talvez seja iss-
-Você não esta sonhando nem alucinando, isso eu posso te garantir.
Mas o que.....Que voz era aquela? Olhei ao meu redor, procurando alguém.... algo.
-Se você continuar a me procurar, ou a até me chamar de "algo", não vai me achar e vai continuar preso para sempre. Heheheheh...
Mas como ele sabia o que eu estava pensan-
-Não acha melhor você parar de me perguntar, ou melhor, de se perguntar essas coisas e me achar? Ou que tal eu me revelar a você? É, acho que podemos lidar com isso
Após as palavras terem penetrado em meus ouvidos, tudo começou a brilhar com uma intensidão tremenda, ao ponto em que tive que fechar meus olhos e tapá-los com as mãos para evitar o brilho.
-Tapar os olhos não vai adiantar. Mas pode abrí-los agora....hehehe...
Mas o que... Não, não tinha nem dois segundos que eu tinha tampado-os, não iria abrir os olhos tão facilmen-
-Ora vamos, não seja malcriado, abra-os logo.
Dessa vez, a voz estava mais clara, mais próxima. Resolvi abrir meus olhos, e ao remover as mãos de minha face eu me deparei............comigo?
-Surpreso? Achei que fosse apropriado te receber desse jeito, heheheh.
-Onde eu estou? E por que você parece tanto comigo?
-Simples. Você é meu convidado de honra, e eu me pareço co você porque sou metamorfo. Nunca disse que não era. Mas bem, já que esta forma, que ironicamente é sua, não lhe agrada, vejamos essa.
Ao terminar de falar, o ser em minha frente brilhou. Mas não um brilho comum, não. Aquilo era um brilho...escuro, quase preto. Apesar de ter durado apenas momentos, quando o brilho recuou, um ser completamente diferente se postava diante de mim.
-Vamos, observe a minha nova forma, absorva todos os detalhes das minhas características. Só para garantir que você não perca tempo nisso mais tarde, heheheh.
Parei e observei-o, como ele havia comandado. De fato, era um homem. Seus cabelos, longos caíam até a altura de seu peito, com duas mechas na frente, uma de cada lado, e o resto esparramado atrás. Trajava uma capa preta, que tinha seu tamanho e cobria-lhe todo, com um broche em forma de cruz segurando-a no lugar. Portava um chapéu em sua cabeça, com pequenas cruzes prateadas ao redor do corpo do chapéu, rente ao ponto onde a aba se conectava. Mas o traço mais marcante eram os olhos do ser, realçados pela sua pele branca. Olhos vermelho-sangue, que eram impossíveis de serem lidos, Impossíveis pois mostravam diferentes coisas a cada momento. Insanidade, loucura, luxúria, diversão, esperança, dor, felicidade. Era como se a diferença entre um óculos escuros e seus olhos fosse a simplicidade de se olhar em um óculos escuros.
-Não está esquecendo de nada?
Não era possível, eu havia prestado atenção em tu-...ah sim, percebi o que ele havia querido dizer quando o ser girou em seus calcanhares e mostrou a parte de trás de sua capa; estava engravada com uma grande cruz prateada, que ia desde a base de seu pescoço até a o seu quadril.
-Minha capa não é tudo, humano.
-Espera, por que você me chamou de "hum-
-Não é importante, apenas observe.
Abriu seus braços e revelou o que trajava por baixo da enigmática capa, que já contribuía para o mistério de seu ser. Usava nada mais que um terno. Em sua gravata, porém, havia uma grande cruz prateada. Não pude ver o resto de sua camisa, pois o paletó estava fechado, mas até onde vi, era branca. Suas calças e seus sapatos eram todos pretos, nada de diferente neles. Mas o que me chamou mais atenção foram suas mãos. Não, apenas uma mão. O outro era seu pulso. Em sua mão esquerda, estavam cinco anéis, um em cada dedo. Todos eram prateados, e continuam uma cruz preta, bem no meio. Em seu pulso direito estava um objeto similar, mas bem diferente ao mesmo tempo. Um bracelete preto com uma cruz branca engravada bem no meio, com seus braços verticais descrevendo o tamanho do bracelete, e seus horizontais não sendo maiores que o superior vertical.
-Ah, me parece que gostou desses adereços. Achei que ficariam bem em mim.
-Você parece gostar muito de cruzes. É algum-
-Ah sim, acho muito fascinante esse objeto que muitos de vocês humanos veneram tanto.
-Outra coisa, eu ainda não sei como te chamar.
-Ah.
Ao suspirar, abaixou seu chapéu até tapar os olhos.
-Nunca tive um verdadeiro nome, na verdade. Já fui chamado de muitas coisas. Mas, como você chamou atenção ao meu gosto por cruzes, que tal me chamar de Cruz? Heheheheh...
Cruz? Mas que tipo de nom-
-Ah, não discuta. Vamos, vamos, temos um jogo a começar.
-Mas o que... Eu ainda não sei como vim parar aqui, o que estou fazendo aqui, nem o que eu dev-
-Com tempo, tudo será explicado, meu caro. Tudo será explicado.
Fez um gesto que alterou todos os nosso arredores. Quando dei por mim, estávamos em outro local completamente diferente. Duas cadeiras, uma mesa entre elas.
-Espero que não se importe se eu pegar a cadeira maior. Afinal, sou o anfitrião. Mas mesmo que se importe, não ligo, então não creio que haja problema. Heheheheheh.
Após sentar-se em algo que poderia ter sido um trono, me dirigi em direção à outra cadeira. Não queria discutir com um lou-
-Ah, mas quem disse que o louco aqui sou eu? Heheheheh, pode muito bem ser você. Pense nisso. Afinal, eu posso muito bem ser uma alucinação sua. Quais as chances de eu prever cada pensamento seu, se eu não fosse uma alucinação? É claro, sempre existe uma outra alternativa. Isso é o que eu sou. Heheheheheheh.
Aquilo tudo já não fazia mais sentido para mim. Nada mais tinha sentid-
-Sentido é apenas um ponto de vista, algo relativo. Não se guie por algo facilmente alterável. Mas vamos deixar isso de lado e começar nosso joguinho, sim? Heheheheheh
Eu estava grudado em meu assento. Não podia acreditar que, com um simples gesto, Cruz tivesse transformado aquela mesa em um.....não, aquilo não era um espelho, estava mais para uma-
-Ah, vejo que percebeu que isso é uma imagem e que estamos realmente observando alguém no mundo. Mas, quem será essa pessoa? Ou melhor, que mundo será esse? Veremos, veremos, meu caro convidado. Agora é que o nosso jogo realmente começa.
Spoiler:
Ele a vinha observando fazia tempo. Não importava onde ela ia,ele sempre estava atrás, oculto nas sombra, como um espectro. Ele queria que sua presença passasse despercebida, não gostava dos olhares dos outros em sua nuca. Exceto da pessoa que ele queria. E, por motivos obscuros, ele sempre conseguia.
Não gostava daquilo. Ela tinha se encontrado com aquele homem de novo. Isso poderia interferir com seus planos. A presença daquele homem maldito sempre atrapalhava. Ele já teria feito o que devia há muito tempo, se aquele ser miserável não tivesse atrapalhado.
Mas agora ele poderia completar seu objetivo. Ela estava sozinha novamente, indo para casa. Não tardaria a tomar aquele caminho de sempre. E seria aí que ele faria o que faz de melhor.
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Era chegada a hora. Era o atraso daquela pobre jovem que a fizera entrar no caminho que acabaria com o que ela era.
Ele entrou naquele pequeno corredor, estreito por estar entre duas casas majestosas. Sua mão foi mais rápida do que o grito dela, e tampou sua boca. Ela desferiu uma cotovelada no seu abdômen, e começou a correr, gritando. 'Grite o quanto quiser, não vai adiantar' pensou, enquanto a bala que havia atirado atravessava o pulmão dela.
Já até imaginava as manchetes e amanhã. "Jovem é encontrada morta em beco", "Mulher desfigurada, desmembrada e violentada é achada entre duas casas", "Amigos de vítima de assassinato alegam não ter visto nada de errado". Aquilo tudo o divertia como nunca.
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-Tsc tsc, que final triste para nossa história, não acha? Mas devo dizer, foi um belo final artístico. Observe o jeito com que ele cortou as pernas, desfigurou a cara, expôs as tripas, decepou os braços...... Tudo tão belo.
-M-m-mas o que era aquilo? E como você pode ficar rindo disso?
Eu estava gritando, e sequer percebia. Conseguia ver meu reflexo na mesa. Eu estava pálido, meus olhos estavam vermelhos. Eu.... Eu não tinha acabado de ver o assassinato brutal de uma adolescente...... ou tinha? Não, aquilo não podia ser verda-
-Eu te garanto que é. Mas esse não foi o final que eu gostaria que tivéssemos. E então, vamos voltar?
-V-v-voltar? Como assim?
-Voltar no tempo, ora. Ou você pensa que eu vou deixar as coisas como estão?
-V-v-você pode f-fazer isso?
-É claro que posso. E, dessa vez, vamos inserir um elemento inesperado nessa história. Para dar uma... "chance" à garota. E então, pronto para voltar? Voltar 5 minutos antes dessa pessoa morrer?
A última coisa que ouvi foi um estalo de dedos vindo de Cruz, antes de eu ser imerso novamente na cena mostrada na mesa.
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Ela estava atrasada. E sabia muito bem disso. Seu pai não ficaria nada feliz por isso. Sabia que, dessa vez, havia exagerado. Ela o amava, mas não podia mais chegar atrasada em casa, tinha tarefas a cumprir.
Resolveu pegar um atalho. Não ia machucar, afinal, e ia lhe render 10 minutos a menos no atraso. Seu pai sempre dizia que não era bom andar por esses corredores pequenos, mas essa era uma situação diferente.
Subitamente, ela sentiu um puxão no braço. Olhou para trás e viu um sorriso macabro, vindo de um homem que lhe parecia muito familiar. Tão rápido quanto o puxão do homem, uma enxurrada de memórias de diferentes lugares veio à sua cabeça, e, em todos eles, esse homem estava presente.
Sentiu o bafo quente do agressor em sua face, mas não conseguia se mexer de puro medo. Até que, de trás dela, veio uma voz salvadora
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-EI, O QUE ESTÁ FAZENDO?
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Como ele fora descoberto no meio de seu ataque era algo que passava por entre seus dedos. Não vira aquele jovem vindo. Agora jazia no chão, com uma bala em seu ombro e outra em seu peito, enquanto uma poça de sangue se formava ao seu redor.
Mas, enquanto sua consciência se esvaia, por um momento, só por um pequeno momento, ele viu, de relance, a verdadeira face do seu assassino e salvador de sua vítima, sobreposta à face do mesmo. A face de um homem alto, com olhos vermelhos penetrantes e enigmáticos, cabelo longo, chapéu, capa e terno pretos, e, a sua característica mais marcante, cruzes adornando todo o seu vestuário.
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-E assim, meu caro convidado, encerra-se mais um capítulo nesse nosso jogo.
-O...O que aconteceu com aquele homem?
-Oh, ele morreu, claro. Mas, aprenda isso. Às vezes, uma morte salva milhares. Se aquele jovem, nosso elemento inesperado, não tivesse aparecido e, não só salvado a vida da mulher, mas também não tivesse matado o assassino, ele apenas escolheria outra pobre vítima e atacaria de novo e de novo, até que ele se cansasse ou a polícia o pegasse. Ou, como no caso, morresse. A morte dele pela mão do nosso elemento foi a salvação de muitas inocentes.
-Isso é louc-
-Creio que não esteja pensando corretamente, mas, eu lhe garanto que, até o final do nosso pequeno jogo, você entenderá. E então, pronto para outra história? Outras vidas? Outros acontecimentos?
Cruz não deixou espaço para réplicas, pois assim que terminou, acenou com o braço e fui envolto na próxima cena.
Spoiler:
Ela não sabia o que tinha acontecido. Tudo tinha sido tão rápido. Eles foram ligeiros em entrar e render todos. Agora, estavam ajoelhados, com suas mãos em suas cabeças, todos sob as miras de perigosas armas.
Sentia medo. Não sabia o que poderia acontecer. Aqueles homens estavam atrás de algo, isso ela sabia. Mas o que era, ou quem era, ela desconhecia. Só esperava que encontrassem logo, para que pudessem ir embora.
Até que um deles falou.
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-Ei, encontramos.
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Doía. Ela sentia muita dor em seu peito. Seu pai havia tentado reagir, impedir os homens de bater em sua avó, que segurava forçadamente uma pequena caixinha de jóias.
O que ela não tinha percebido é que um deles havia visto, e, surpreso com a súbita reação, pressionado o gatilho. A bala que resultou da explosão do cano perfurou seu coração, e em questão de segundos, que pareceram uma eternidade, ela caiu, sangrando absurdamente. A última coisa de que ela se lembra, antes de sua visão apagar, foi de seus familiares sendo vítima de balas iguais à que a matou.

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-E aquela pobre garota foi assassinada por causa da ganância humana. Não só ganância, mas estupidez.
Eu não sabia o que responder. Tinha visto a cena toda, mas ainda estava em choque. Tinha sido outra morte desnecessária, que poderia ser facilmente impedida. E ainda havia sido por ladrões baratos, que covardemente batiam em uma velhinha com o objetivo de pegar suas jóias. Aquilo o en-
-Isso te enoja, certo?
-Exato.
A minha resposta fora fria. Eu não me sentia bem vendo aquilo. Agressão de idosos, mortes joviais, tudo.
-Bem, pare de refletir sobre isso, senão em pouco tempo eu acabarei quebrando sua mente em nosso joguinho. Vamos, é hora de reverter isso.
Cruz sorriu e estalou os dedos, e em um flash brilhante, fui engolfado novamente na cena.
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Iria ser dinheiro fácil. Uma velhinha morando sozinha deveria ter jóias de família, e não teria problema algum, apenas entrar e sair. Estavam em maior número, algo entre 5 e 10, ele não sabia. Iria dar certo.
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Aquilo era um problema. Era uma festinha de família, e eles precisavam do dinheiro. Ele não queria aquilo, mas tinha que agir. Reféns seriam feitos.
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Ela sabia que estava em perigo. Não sabia o que estava acontecendo, mas ouvira gritos na sala, seguidos de homens entrando no quarto de sua avó e mexendo nas coisas ali guardadas.
Andou na ponta dos pés até a cozinha. Sabia que tinha que fazer algo, podia ouvir sua avó gritando de dor e os homens berrando para que ela largasse a caixa de jóias dela. Sabia que a caixa não seria largada facilmente, era lá que as memórias de seu finado avô estavam.
Pegou duas facas e olhou ao redor. Um deles estava vindo, provavelmente para roubar comida. Escondendo-se atrás da porta, ela esperou que ele passasse, para que então desferisse furiosas facadas no pescoço do sequestrador, e enchendo o chão da cozinha de sangue.
Andou até a sala com uma calma desconhecida. Ela fazia questão de sorrir, para mostrar para os invasores como ela gostava de sua família.
Conseguia ouvir dois deles discutindo. Diziam algo sobre terem achado alguma coisa. Ela não esperou muito mais, resolveu agir. entrou de súbito na sala e cravou as facas na traquéia de cada um deles. Removendo-as e desferindo novos golpes, dessa vez nos olhos, ela cortou até que eles parassem de se contorcer.
Nesse momento, ela ouviu vozes vindo de longe. Levantou-se e pegou as armas dos caídos. Não sabia bem como elas funcionavam, mas tinha um pressentimento, uma voz na sua mente, guiando-a. Apenas apontou e atirou, fuzilando todos os que estavam entrando na sala.
No fim, ela achou o último que faltava. Aquele pobre imbecil, se esqueceu de que estava no meio de um roubo e foi usar o banheiro. Tendo recuperado suas facas, ela não sentiu pena e esfaqueou as genitais do ladrão, enquanto cravava a outra faca bem no meio de suas omoplatas.
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Ele não sabia de onde ela tinha vindo. Estava falando com seu companheiro quando olhou para o lado e viu a cena mais assustadora de sua vida. Uma garota, não devia passar de seus 13 anos, com duas facas ensanguentadas, sorrindo macabramente na direção deles. Não pôde reagir, por causa do choque. Ela então desferiu uma facada em seu pescoço, fazendo-o se afogar no próprio sangue.
A última coisa que ele viu foi um espectro pairando sobre a menina. Um homem enigmático, trajando uma capa preta com uma cruz nas costas. Seu rosto estava ofuscado por um chapéu com cruzes ao redor do corpo, mas quando ele levantou a cabeça, revelou um par de olhos vermelhos e misteriosos.
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Havia conseguido. A casa estava limpa novamente. 'Viu, vovó. Eu salvei todos nós!' disse, enquanto ria. Sua felicidade de estar novamente com a família era tanta que não conseguia parar de rir, apesar de estar banhada em sangue. Mas ela continuava a rir, porque fez o que devia ter feito e protegeu sua família.

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-E assim, meu caro convidado, se encerra outra história. Espero que tenha gostado particularmente dessa, visto que nossa pequena criança era uma verdadeira artista. Viu o que ela fez com aqueles órgãos?
-C-c-como você pode gostar daquilo?
-A justiça não precisa ser bela, apenas feita. Mas, com o tempo, você se acostumará. Espero que tenha gostado da mudança nos meus métodos.
-V-v-você quer dizer, a alteração na garota, e não um "elemento"?
-Exato. Você entenderá tudo mais tarde. Enquanto isso, vamos. Temos muito a fazer.
-Ma-
Não pude completar a frase antes de meus olhos serem ofuscados e eu novamente me ver em outroslugar, outra história.
Spoiler:
Ele estava calmamente sentado ali. Como sempre fazia. Imaginando seu futuro, planejando sua vida. Absorvendo todos os detalhes da natureza ao seu redor, olhando pra as árvores, admirando o pequeno lago ao seu lado, ouvindo o leve farfalhar das folhas ao vento. Ele estava em paz.
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Irado. O homem estava irado. Seu jovem sobrinho tinha sido escolhido para suceder o pai, seu irmão. O 'não-escolhido', como passara a se denominar, que tinha sonhado com aquele dia durante tantos anos, subitamente teve suas expectativas destruídas em poucos segundos. Mas aquilo não ficaria assim. O homem se encarregaria disso.
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'Me dê isso aqui logo'. O homem sussurrava, como se tivesse medo de ser ouvido. Mas não, ali não. Aquele era um lugar secreto onde ele poderia relaxar se assegurando de que não teria nenhum bisbilhoteiro ouvindo. Não ali. Não na "loja" secreta, escondida num sótão obscuro de uma casa esquecida na periferia da cidade, onde ele comprava o que ia ensinar ao seu sobrinho o que ele merecia por ter roubado o lugar de seu tio.
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Ele permanecia sentado, em paz consigo mesmo e com o mundo. Não se importava com mais nada. Ele estava plenamente feliz. Feliz e distraído.
Não fosse pelo extremo estado de relaxamento em que se encontrava, ele teria ouvido os passos na folhagem ao chão. Ele teria ouvido alguém se aproximar. Ele teria ouvido o seu tio andando até ele com algo na mão.
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Foi uma surpresa. Ele não esperava que ninguém soubesse onde encontrá-lo, já que aquele lugar era conhecido apenas por ele. Não pode nem identificar seu agressor, já que tinha sido atacado pelas costas. Sequer tinha o ouvido chegar.
Tentou revidar, mas já era tarde demais. Seu atacante já havia lhe enforcado tempo o bastante para forçá-lo a abrir a boca, e por ela tinha descido um líquido incolor que o desconhecido trazia consigo.
Apesar de ter sido largado no chão, ele não pôde levantar e se defender. Começou a alucinar e a sentir dores extremas pelo corpo todo. Tudo queimava ao seu redor, seus olhos lacrimejavam, sentia ânsia de vômito, tudo ao mesmo tempo. Não conseguia nem berrar de dor, já que seus pulmões não respondiam. Tudo o que ele fez foi esperar, em meio à torturante agonia, até que seu fim chegasse.

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-E então, o que achou dessa morte? Criativo, aquele homem. Utilizou um veneno doloroso e que mata lentamente para fazer o sobrinho provar da dor dele.
Eu tremia. Não podia ignorar a visão que eu tinha acabado de ter. Aquele homem espumando pela boca, com os olhos revirados, tremendo no chão, morrendo por envenenamento. Tinha sido cruel demais.
-Bem, meu caro, creio que eu já tenha te dado experiências demais. É hora de entrar no tabuleiro.
-O q-q-que?!
Eu não tive tempo para poder interpretar o que ele tinha dito. Cruz apenas estalou os dedos e tudo se apagou ao meu redor.
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Ele acordou assustado. Não sabia como tinha ido parar ali. A floresta lhe era familiar, mas não sabia o porquê. Andou um pouco, a esmo, procurando algo que não sabia o que era.
Subitamente, pelo canto do olho, viu um vulto passando rápido. Assustado, se escondeu, até se dar conta de que talvez o vulto fosse uma pessoa, o que significaria que a sua chance de sair da floresta estava correndo para longe.
Chamando por ajuda, correu na direção do vulto, até topar numa pequena clareira com um lago. Andou um pouco mais até encontrar o vulto que procurava. Mas não do jeito que esperava
Não era salvação. O vulto estava enforcando um pobre rapaz, e procurando freneticamente por algo em seu bolso. Foi aí que ele se deu conta do porquê de a floresta lhe ser familiar. Ele tinha acabado de vê-la. Numa mesa que lembrava um espelho. Não conseguiu se lembrar mais de nada, mas isso não importava no momento. Tinha que salvar uma vida.
'Não!', gritou. Mas não deveria ter feito. Tendo sua atenção chamada, o vulto se virou, ainda segurando o rapaz, e, com o capuz negro que cobria seu rosto caindo por causa do movimento brusco, encarou-o. Tentou correr para impedi-lo de matar o próprio sobrinho, mas não teve sorte. O assassino desferiu um chute com o calcanhar em seu joelho, deslocando-o.
Tendo neutralizado o novo perigo, o homem puxou de seu bolso o que estava tentando encontrar desde o início: um frasco com um líquido incolor. Abrindo-o com o polegar, ele jogou todo o seu conteúdo na boca de seu sobrinho, que já estava perdendo a consciência. Após jogar o frasco no chão e pisar nele, largou o pobre coitado, deixando-o agoniar até morrer.
Virou-se então para ele, que assistia horrorizado a cena. Puxou um punhal de debaixo das suas roupas e desferiu um golpe certeiro na garganta do caído, terminando, assim, outra vida.
A última coisa que ele pôde ver, no momento antes de ser golpeado, foi a silhueta de um homem. Não o homem que o atacava, mas outro homem. Um que ostentava um chapéu e uma capa longa por cima de um elegante terno, todos adornados com cruzes prateadas.

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Eu gritava. Gritava de dor, porque pude sentir a facada, e de susto, porque ainda estava vivo e sem ferimentos. O que me fez parar de berrar foi a risada que chegou aos meus ouvidos.
-Como foi divertido! Mas, devo dizer, me desapontei com você.
Eu sabia que estava em apuros. Cruz tinha rido, de fato, mas seu riso tinha um tom sádico diferente de todos os outros até agora. Seu rosto estava se fechando e ele me olhava cada vez mais séria e intensamente, com uma certa expressão de raiva no rosto. Ele começou a se levant-
-Eu estou muito decepcionado com você. Eu achava que você pudesse dar conta de fazer a sua parte no nosso pequeno jogo.
Começou a elevar sua voz a cada palavra, e se encamin-
-Acho que você entende o que eu estou tentando dizer, e eu agradeceria se parasse de pensar em besteiras e me ouvisse. Por sua causa, nós não alteramos o que havia acontecido àquele jovem. Se você ainda tivesse surpreendido o homem e o tivesse neutralizado, talvez tivesse conseguido salvar o humano. Mas não, sua necessidade de ser humano e falhar alertou aquele verme nojento e ele conseguiu o que queria. Claro, eu adaptei as possibilidades e tive muito divertimento em usá-lo para matar, mas eu esperava mais de você, sinceramente.
-Mas como v-v-você esperava que eu pudes-
-Entender tudo a tempo? Se você tivesse mantido a experiência em mente, teria se lembrado da floresta.
Cruz voltou lentamente o seu assento e me encarou novamente
-Espero que não cometa isso de novo, ou outra vida será perdida.
Eu não pude mais me segurar. Surtei.
-Você deve achar muito divertido ficar vendo essas mortes e manipulando essas pessoas para matarem e serem mortas, não é mesmo, Cruz? Posso apostar que nenhuma delas teve a intenção e foram manipuladas por você, ou se tiveram, você apenas deu os meios, seu maldito!
Não conseguia mais pensar direito, e Cruz só piorava a minha situação ao rir na minha cara
-Você acha que sabe de tudo, não é, humano? Você acha que sabe de toda a história por trás de todas as cenas que nós vimos até agora e você acha que sabe tudo o que se passou na mente dos assassinos. Eu devo admitir, isso é engraçado. Engraçado porque você fala sobre coisas que não só não sabe mas também toma como verdade absoluta, apesar de não ter os meios para confirmar. Aqui, veja só isso.
Cruz tocou levemente a mesa e ela brilhou ainda mais intensamente do que todas as outras vezes, e então eu fui envolto mais uma vez pela claridade.
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Um homem se despedia de sua filha. Havia prometido um livro pra ela, mas não tinha o dinheiro para tal. Ainda. Ele tinha aceitado um trabalho que seria arriscado.
Ele e um grupo de rapazes iriam roubar uma casa. Nada além disso. Assim que se reuniu com o grupo, o líder, ou o que agia como tal pelo menos, o entregou uma arma, dizendo 'isso pode ser útil'. Esperava que não tivesse que usá-la, que fosse devolvê-la assim que tivesse recebido seu dinheiro. Era o que ele pensava, pelo menos. Não podia sequer pensar que o destino fosse cruel ao ponto de ter garantido uma tarde repleta de assassinatos.
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O garoto era ignorado constantemente. Seus pais, seus colegas, seus professores, a garota de quem gostava. Todos eram alheios à sua presença. Ninguém o notava. Isso o fazia ter raiva, raiva das pessoas, raiva de si mesmo, raiva do mundo, raiva de tudo. Um dia ele seria alguém notado. Não notado constantemente, pois não era mais isso que ele queria. Notado apenas pelas pessoas que ele desejava. Ele teria sua vingança sobre o mundo cruel que o tinha descartado.
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Achava que era uma péssima ideia. Não iria dar certo, e eles todos seriam presos. Estava com medo, sentia uma forte ânsia de vômito e queria voltar para casa imediatamente. Mas não podia. Não agora. Não depois da troca que tinham feito e não depois de terem enganado tanto o pai quanto sua pequena filha.
Tinha passado as últimas semanas junto a um grupo de adolescentes de sua idade, e agora ele era considerado um deles. Já que havia se juntado à "gangue", como se referiam ao próprio grupo, ele não poderia deixá-los. Era oficialmente um deles, o que significava que teria parte em tudo o que fariam.
O que incluía aquela situação onde se encontrava atualmente. Uma situação que já estava programada para dar errado.

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-Reconhece algum deles, meu caro?
-I-i-i-i-isso é....
Eu não conseguia pronunciar palavras inteiras. Estava abismado demais. Eu não tinha entendido a terceira visão, mas as duas... Eu estava completamente embasbacado. Aqueles eram os dois assassinos das primeiras mortes que Cruz evitou.
-Agora você vê, meu caro, que ambos os assassinatos tiveram um motivo por trás deles. Em um, era um pai preocupado com sua filha, e em outro, era um homem se vingando da sociedade. Mas será que o que eles fizeram era o correto, por mais que eles tivessem uma justificativa, e por mais que ela fosse deturpada? É essa decisão que nos cabe. Vamos, não devemos perder mais tempo. Você está confuso e logo logo terá suas questões esclarecidas.
Cruz fez um aceno com a cabeça e mais uma vez a luz me engoliu, me levando para outro lugar e outras circunstâncias.
Spoiler:
Ela não se lembrava bem do que havia acontecido. Não queria pensar, mas uma força invisível ficava repassando na sua cabeça várias partes aleatórias do que havia acontecido.
Alguém entregando um fogo de artifício para seu pai...... O fogo se revelando uma bombinha.............. Uma explosão............................. Alguns adolescente, rindo, acenando para seu pai.......................... E sangue. Muito sangue.
Agora se encontrava, chorando, no corredor de um hospital. Seu pai fora trazido para a sala de cirurgia logo após a explosão. Esperava, nervosa, para saber se seu pai conservaria a mão. Não tardaria a terminarem a cirurgia, afinal, não era nada de mais. Não podia ser nada de mais.
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Era algo de mais. Seu pai perdera completamente a mão. Os médicos precisaram amputar os restos, pois não tinha mais o que reconstruir. Agora, o pobre homem teria que procurar um outro emprego, arranjar outra vida. Tudo por culpa daqueles malditos adolescentes. Eles pagariam pelo que fizeram. Eles pagariam muito caro.
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Eles estavam rindo dela. Tinha custado a encontrá-los, mas depois de muita procura, conseguira. Agora, eles zombavam da pequena criança, que os ameaçava com sua fúria de 5 anos de idade. A cuspida que o líder, ou o que ela presumia que fosse, deu nela, foi o que desencadeou sua raiva. Ela só teve tempo de perceber o que tinha feito quando agarrou a primeira coisa que viu - um cano de chumbo, abandonado no depósito em que se encontravam - e desferiu contra o líder.
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Ela tentara. Mas a luta pelo seu pai foi perdida. Desde o início. Agora, ela jazia ali, parada, com todos os seus ossos quebrados, seu rosto massacrado, suas roupas sujas de sangue. Ela sentia a vida se esvaindo de seu corpo, e tudo o que podia fazer era dizer ".....Desculpe..... Papai....".

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-Nossa, esses adolescentes realmente for-
-Mate-os.
-Perdão, o que disse?
-Pare de sorrir e mate-os. Eles merecem pagar pelo que fizeram àquele homem e àquela garotinha.
-Ah, já estava na hora de começar a agir desse modo. Por um momento, achei que você fosse incapaz de ignorar toda a maldade que os humanos podem fazer. Como queira, então. Vamos refazer essa luta. E, dessa vez, vamos dar um pouquinho mais de ação à cena.
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Ela estava consciente de que tinha golpeado um deles com um cano de chumbo, mas não sabia por que eles estavam parados. Foi então que ela olhou para trás e viu um homem parado, observando-os. Ele parecia amigável para ela, mas os adolescentes à sua frente pareciam estar aterrorizados. Foi quando ele pronunciou suas primeiras palavras desde que havia chegado.
-Boa tarde, jovens. Prontos para sofrerem? - Disse, enquanto exibia um sorriso macabro - Ou vocês acham que eu vou deixar vocês roubarem a mão de um homem inocente e matarem a filha dele como sei que fariam?
Ela não sabia quem ele era. Tinha largado o cano, tamanha admiração que tinha pelo homem. Ele era alto, trajava uma capa adornada com uma cruz grande nas costas e usava um chapéu repleto de cruzes ao redor do corpo. Enquanto falava, ele abriu os braços, o que deu a possibilidade de ver o que ele trajava por debaixo da capa. Um terno com uma cruz na gravata e cinco anéis prateados com cruzes, em cada dedo da mão esquerda.
______________________________________________________________________
Ela não sabia exatamente o que tinha acontecido. Foi tudo tão rápido que, se ela não soubesse que era o homem das cruzes, poderia tê-lo confundido com um fantasma, ou um super-herói. Quando ela prestou atenção na cena, tudo o que viu foram corpos. Pescoços quebrados, membros decepados, troncos dilacerados. E, em pé, no meio deles, estava o seu salvador, o homem das cruzes.
-Aqui, tome. - Falou, enquanto puxava uma serra de debaixo da capa e entregava-a para a pequena criança - Você pode precisar para o que pretende fazer.
Ele sorriu mais uma vez, e num rápido movimento, havia ido embora. Ela estava maravilhada com seu salvador. Apesar de sua pequena idade, ela achava-o bonito, e quem quer que visse sua expressão para com ele diria que o homem das cruzes havia roubado, não só vidas naquele dia, mas o coração de uma jovem criança.
______________________________________________________________________
Ele não podia acreditar no que havia acontecido. Por que, logo ele? Malditos adolescentes. Se não fossem eles, ainda teria sua mão. Pelo menos ele havia perdido apenas uma coisa. Poderia ter perdido muito mais. Seu pensamento foi interrompido quando sua filha, com um sorriso sinistro, entrou no quarto, carregando um saco nas suas costas. Ela se aproximou da cama e abriu o saco.
-Olhe, papai, o que eu consegui pra você! - E, enquanto proferia essas palavras, virou o conteúdo do saco em cima da cama.
Ele não teve palavras para descrever o que estava vendo. Ali, na sua frente, estavam vários exemplares diferentes de uma das duas coisas que havia perdido após o incidente. Uma era sua mão. A outra era a sanidade de sua filha.

______________________________________________________________________
-E então, meu caro convidado. O que achou de minha performance perante aqueles humanos sujos e contaminados?
-Eles sofreram, certo?
-Claro que sim. Não vou dar uma morte indolor para aqueles que não a merecem
-Ótimo
Alguma coisa dentro de mim definitivamente tinha mudado. Após ver aquela cena daquela garotinha sendo espancada........ Eu não conseguia pensar direito. Não queria pensar direito. Só queria que aqueles malditos pagassem pelo que tinham feito. E, agora, eles tinham pago. E pelas mãos de ninguém menos do que o seu anfitrião, Cruz.
-Fico feliz que tenha gostado do meu ato, meu caro convidado. E então, pronto para outra "viagem"?
Cruz não esperou resposta, como todas as outras vezes. Apenas acenou com o braço e, mais uma vez, a mesa se alterou, mostrando outra visão.
Spoiler:
Ele não se lembrava de nada. Tudo não passava de apenas flashes de memória. Só sabia que eles tinham invadido sua casa, e agora estava tudo escuro. Mas tinha certeza de que não estava morto. Eles faziam questão de lembrá-lo disso.
Ele não sabia o porquê de estar ali. Não sabia nem onde estava. Queria sair dali, queria ir para longe de tudo aquilo. Mas não podia. Não enquanto as correntes o restringissem.
Começou a chorar, mas não por tristeza. Chorava de dor. Os homens na escuridão estavam golpeando-o várias vezes. Galhos, socos, tacos de beisebol, tudo o atingia em uma velocidade desnorteante, fazendo-o quase perder os sentidos. Podia sentir sua boca se enchendo de sangue, e suas lágrimas correndo em direção ao chão.
Não conseguia ouvir muita coisa do que os homens falavam, mas pelo que entendia, deduziu que eles queriam provocar um determinado comportamento nele, que ele ficasse agressivo. E foi isso que ele fez.
Começou a grunhir como um animal. Tentou segura-los, mas em vão, pois estavam muito longe. Desistiu, mas ainda possuía um olhar enraivecido e louco.
Logo em seguida, começaram a oferecer a ele suas comidas preferidas. Enquanto comia, entregaram a ele objetos que tinham retirado de sua casa. Não tinham valor financeiro tão alto, mas o valor sentimental era imensurável.
'Fique feliz, espécime'. Obedecendo à voz gentil que o comandou, ele esboçou um sorriso desengonçado, graças aos cortes e inchaços que infestavam sua face.
Levantou-se após terminar de comer, só para se deparar com o cano de uma arma apontada para sua testa e ouvir uma voz, muito diferente da anterior, dizer 'morra, espécime maldito'.
Não teve tempo de raciocinar, porque a bala já atravessava seu crânio e seu corpo sem vida já caía, pendurado pelas correntes.

______________________________________________________________________
-É, meu caro, acho que esse humano não foi alguém com tanta sorte assim.
-O que aqueles homens queriam fazer com ele?
-Experimentos, aparentemente.
-Então vamos experimentar com eles.
-É isso que eu gosto de ouvir, meu caro.
Cruz sorriu. Ele parecia satisfeito com o que eu tinha acabado de dizer. Mas eu queria que aqueles homens sofressem. Tratando alguém como um porquinho da índia, como eles podiam ousar. Eu ia consertar aquilo com as minhas próprias mãos.
-Isso é o que eu penso que é, meu caro? Você está com intenções assassinas? Quer tentar de novo?
-Eu vou fazer aqueles miseráveis pagarem, Cruz. Ah se vou.
-Gostei de sua determinação. Então, vamos prosseguir!
Cruz acenou com a mão, mas minha atenção toda estava na imagem que aparecia na mesa. Na imagem dos homens que torturaram aquele pobre homem, e que logo pagariam pelo que fizeram.
______________________________________________________________________
Ele não conseguia enxergar por causa da dor. Mas isso só o deixava ainda mais irado. Aqueles homens tinham o sequestrado, tirado tudo o que ele tinha e agora estavam torturando-o. Ele já estava cansado daquilo.
Aproveitou um momento de distração dos homens. Eles tinham deixado uma arma aos seus pés, achando que ele estivesse desacordado. Pegando-a, apontou na direção das vozes e puxou o gatilho.
Risos. Os homens estavam rindo dele. A arma estava ali, descarregada. Justamente para que ele a pegasse e tentasse atirar. E falhasse.
Enraivecendo-se, tentou dar uma investida na direção de seus captores, mas apenas para ser retido pelas correntes ao redor de seus membros e pescoço.
Ignorado completamente o desespero que começava a se apoderar do seu coração e dando ouvidos à cólera que tomava conta de seus pensamentos, tateou na parede até achar um pequeno buraco, e, dentro, o que presumia que fosse uma bala de um fuzil.
Removendo a bala, tratou de tomar o maior cuidado para não ser notado. Tentou raspar as correntes o bastante pra enfraquecê-las, mas em vão. Elas eram resistentes demais.
Porém, um dos seus captores, num momento de descuido, se aproximou mais do que deveria.
Vendo isso como uma oportunidade, ele saltou em direção ao guarda e agarrou-o, cravando a bala em seu pescoço. Como ela era pontuda, entrou facilmente, dando lugar a jatos de sangue sob alta pressão.
Após tatear um pouco, conseguiu achar uma arma presa à cintura de seu captor. Puxando-a, deu a sorte de estar destravada, talvez até por descuido do guarda. Mirando em suas correntes e usando o corpo do guarda como escudo, atirou na parede, nos pontos em que ela estava presa.
Tendo se libertado, era só uma questão de escapar agora.
Tomado por uma raiva insana, ele começou a correr na direção do escuro, sob a segurança que o corpo do guarda o proporcionava. Vendo os brilhos que as armas de fogo faziam ao disparar, começou a atirar freneticamente.
Apesar de ter esvaziado completamente o clipe, ele conseguiu matar a todos na sala, fosse por sorte, ou talvez até por uma força maior que o estivesse ajudando. Coletando as metralhadoras dos guardas mortos, abriu uma porta metálica a sua frente e saiu correndo.
Virando à esquerda num corredor estreito, se deparou com diversos guardas à sua frente, chocados pela sua súbita aparição e pela surpresa de que ele estava livre.
Fechando os olhos, começou a disparar em todas as direções, matando a maioria antes que pudesse se recuperar do choque inicial. Aqueles que sobreviveram tentaram puxar suas armas, mas com os corpos de seus companheiros caindo sobre eles, não conseguiram.
Abrindo os olhos, ele matou os que restavam, atrapalhados com os cadáveres, e saiu correndo novamente, procurando a saída.
Parando em frente a uma porta de madeira trancada, ele atirou nela e lá encontrou um homem de jaleco branco, com uma expressão calma.
-Ah, então você conseguiu escapar, espécime. Que bom, isso prova que você é, de fato, mais avançado que os outros. É uma pena que tantos tenham morrido após você escapar, mas pelo menos você matou o Coronel. Ele já estava entrando demais no meu caminho e interferindo constantemente em minha pesquisa. Agora vamos, espécime, largue essas armas e volte para sua sala. Ainda temos trabalho a fazer.
Olhando nos olhos do homem, ele não pôde acreditar. Ele tinha sido um mero experimento o tempo todo, e, pelo que conseguiu entender, não era o primeiro.
Aquilo o levou à loucura definitiva.
Largando as armas, pulou na direção do homem estendendo os braços sujos, machucados e maltratados. Agarrando a garganta de seu oponente, não se importou pelo soco que levou nas costelas; sua raiva era intensa demais para permitir que sentisse e o excesso de adrenalina em seu sangue o impelia a continuar o que tinha em mente.
Aproximando-se o máximo que podia, ele abriu a boca e arrancou um pedaço da traqueia do homem, agora se afogando em seu próprio sangue. Continuando a se alimentar da carne do pesquisador, ele acalmou a própria fome, que durava dias.
Começou a rir de loucura e de alegria, por finalmente estar livre e se vingando do que fizeram com ele. Agora que a retribuição havia sido dada, ele poderia voltar para casa e viver sua vida normal; com o que restara de sua mente e com sua nova insanidade.
Em seu último momento, o moribundo pôde ver uma silhueta sombria pairando sobre o experimento; um homem de cabelos brancos e olhos vermelhos.

______________________________________________________________________
-Excelente! Você finalmente atingiu o ponto que eu queria!
Cruz gritava. Mas seus gritos eram de felicidade com um quê de impaciência. Mas eu não ligava. Ainda estava tremendo de raiva e nojo pelo que fizeram com o pobre homem.
- Agora, meu caro, você finalmente poderá saber porque está aqui.
Cruz passou a me encarar no fundo dos olhos, exibindo um sorriso sádico e feliz.

OBS.: Eu escrevi no Word,por isso o formato do texto pode estar meio estranho. Vou consertar isso assim que arranjar paciência para tal.


Última edição por God of the Wind em Sab Abr 14 2012, 23:01, editado 6 vez(es)
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Re: Cruz.

Mensagem por Norm em Qua Fev 02 2011, 21:11

Muito bom, dude. Muito bom mesmo!

Pra início de conversa, adorei o modo como a leitura de pensamentos foi representada na narrativa. Esta eu achei boa também, com certeza não é tão horrível quanto você falou.
A história parece promissora, embora pouco ou nada tenha sido revelado. Mas o modo como foi apresentada me deixou curioso

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Re: Cruz.

Mensagem por Beatorisu em Qua Fev 02 2011, 21:28

Eu curti ~ sem mais. :3

Espero por novos acontecimentos ~ \o\ o que faz eu me lembrar de coisas que tenho que fazer e ... *voa*

~ufuu

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Re: Cruz.

Mensagem por Paula Roveroni em Qui Fev 03 2011, 17:30

Eu gostei, como disse a muito tempo atrás quando tu me passou via msn. :3
A narrativa é bem legal, faz você meio-que-entrar no personagem e... é isso.
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Re: Cruz.

Mensagem por God of the Wind em Sex Fev 04 2011, 12:52

Awn :3 Valeu gente, pelos comentários. Logo, o joguinho deles ficará um pouco mais claro.
CAPÍTULO 2 POSTADO.
Postarei mais quando escrever (JURA SHERLOCK). Até lá, fica o suspense. Kufufufufu~
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Re: Cruz.

Mensagem por Beatorisu em Sex Fev 04 2011, 13:00

Gostei do capitulo novo :3 deu pra entender mais um pouco /ounãox.x/ ~
maa ii ~ sugoi. Gosto do modo como vai e vem e é.

~ ufu
:3

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Re: Cruz.

Mensagem por Elizabeth em Sex Fev 04 2011, 13:08

O que é Cruz? Essa pergunta continua na minha cabeça ;-;
Estou morrendo de vontade de pegar o Cruz só pra mim kukuku~
Ele lembra o V. Sim sim ._.

Está muito boa Gogo-chan, continue assim =D
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Re: Cruz.

Mensagem por Wispyweed em Sex Fev 04 2011, 14:54

Hauu~, o Cruz me lembra o Märchen ;-; Mas isso é bom, como te falei lá no AG

Aguardo ansiosamente o próximo capítulo ~
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Re: Cruz.

Mensagem por Yukito em Sex Fev 04 2011, 14:56

Esse estilo de leitura de mudar o foco da narração me lembra MUITO os livros do Harlan Coben. Ok, eu só li um, mas lembrou bastante mesmo.. e adoro isso! É legal essa progressividade na história, que muda de foco toda hora, mostrando vários pontos de vista. É um ótimo jeito de prender a atenção e revelar as coisas aos poucos.

Eu gostei de forma geral, está interessante. Só a formatação mesmo que me incomoda XD
O segundo capítulo ficou um pouco corrido, de fato, mas dá pra entender bem o que se passa e não compromete tanto. Tantas referências, não sei nem por onde começar a comentar XDDD

Enfim, escreva mais!

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Re: Cruz.

Mensagem por Phii em Seg Fev 07 2011, 13:30

É, formatação também me incomoda um pouco, mas não é como se fosse algo que realmente prejudica "Cruz", que por sinal, eu estou adorando! O jeito da narração está um tanto diferente mesmo, e isso não é ruim... É algo que realmente te prende!

Enfim, não sei bem o que dizer, além de que gostei muito >3

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Re: Cruz.

Mensagem por Mikki em Sex Fev 11 2011, 23:11

Eu gostei. Gostei mesmo. É o tipo de história q eu amo~~ Gostei da forma de como as coisas foram escritas. Elas se encaixaram mesmo. Só achei uma pena você não entrar mais detalhes. Não digo em prolongar os fatos mas tudo aconteceu muito rápido, como explicar, é como se eu sentisse que a coisa toda pudesse ter sido mais profunda (ou isso pode ser apenas parte dos meus gostos XD). Mas tá ótimo, ótimo mesmo, frater *-*

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Re: Cruz.

Mensagem por God of the Wind em Qua Fev 23 2011, 23:05

Valeu pelas críticas, amo vocês ;;

CAPÍTULO 3 POSTADO

Desculpem pelo atraso, é que toda vez que eu tentava, não saía ;; Also, quem sabe eu edito aqui mais tarde com o desenho do Cruz que eu fiz na aula
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Re: Cruz.

Mensagem por Wispyweed em Qui Fev 24 2011, 13:03

Consigo imaginar essa loli assassina como a El ou a Elyse. Podem me matar. MAS ESSE FOI O CAPÍTULO MAIS AWESOME ATÉ AGORA E

...E mostre-nos o desenho *-*
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Re: Cruz.

Mensagem por Koi the fish em Qui Fev 24 2011, 18:35

mais do que qualquer coisa, o que me chamou atenção foi a escrita. Um tanto apressado, mas não menos intrigante, eu me senti presa enquanto lia. Não é um ponto negativo, pelo contrário, é algo necessário para fazer uma história interessante.

Agora, a história. Vejo vários pedaços de coisas que provavelmente você gosta e todos eles formaram uma combinação AWESOME. A forma que você descreveu as histórias me deixou realmente apreensiva quanto o que vai acontecer, e mesmo sem tirar o aspecto dark, deu um final "feliz".

Realmente, eu adorei <3~
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Re: Cruz.

Mensagem por Norm em Qui Fev 24 2011, 20:23

... Vão me matar por isso, mas ok.

Eu gostei do capítulo. Quando chegou lá pelo meio, eu já ia reclamar da loli bombada com esteróides, mas depois vi que o Cruz propositalmente a porra toda então tá tudo ok.

... O que eu tenho a reclamar é que tenho um receio de isso acabar se tornando repetitivo. Até agora o que houve foi "alguém morre, Cruz volta o tempo e salva a pessoa". Dava pra fazer isso sem ficar maçante, mas, como disse a Mikki, ficou meio rápido demais e... Raso demais ._. Um pouco mais de detalhamento nas historinhas poderia resolver isso, mas sei que não é isso o que você pretende. Não sei o que você tem em mente ainda, mas espero me surpreender, por que se continuar assim, bem... O que eu falei.

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Re: Cruz.

Mensagem por Yukito em Qui Fev 24 2011, 21:49

Hmm, gostei do capítulo 3, porém preciso concordar com o Norm. Foi interessante? Foi. Lolis assassinas são sugois? São. Mas... Passou tão batido, foi algo tão rápido e de certa forma... pouco aproveitado, talvez. Acho que sinto falta de um pouco mais de detalhes também.. e mais calma. Adoro o estilo como a história é contada, só precisa de um ritmo mais lento e cuidadoso. Não está ruim, a história está divertida até o momento (embora possa se tornar maçante dependendo dos próximos capítulos), só acho que tem o que melhorar.

Espero o próximo~

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Re: Cruz.

Mensagem por God of the Wind em Dom Nov 06 2011, 22:25

ATUALIZAÇÃO SEMESTRAL NA ÁREA
Então, pra suprir a necessidade de vocês, lhes presenteio com DOIS caps de Cruz ao mesmo tempo. Aproveitem, leiam, comentem, aquele blá blá blá de sempre. E é isso aí. FUI.

EDIT: AH SIM, QUASE ESQUECI O quinto cap foi inspirado numa história que a Thata me contou, então considerem como se ela fosse a loli~ :3
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Re: Cruz.

Mensagem por Kira em Seg Nov 07 2011, 02:14

TÁ FICANDO MUITO AWESOME! D:

Deixo registrado aqui (para todos) que eu claramente pensei em yaoi no primeiro capítulo AND I REGRET NOTHING. HATERS GONNA HATE.~

Deal with it, God.

Mas os outros capítulos foram muito bons! Como eu estou comentando de todos os capítulos como um todo até aqui, eu só tenho elogios porque a história é mindfuck pra caramba e o Cruz é um troll~
E eu adoro isso. xD
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Re: Cruz.

Mensagem por Wispyweed em Seg Nov 07 2011, 18:33

Eu tive Ghost Trick feelings ~ Se inspirou nisso também?

Also, o Cruz é totalmente Märchen em alguns pontos.

E WAIT, MAIS LOLIS ASSASSINAS? A VIDA É BEEEEEELA

Amo muito tudo isso. -QQ
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Re: Cruz.

Mensagem por Elizabeth em Ter Nov 08 2011, 13:28

LOLI ASSASSINA? OPA, ESSA SOU EU

e quem quer que visse sua expressão para com ele diria que o homem das cruzes havia roubado, não só vidas naquele dia, mas o coração de uma jovem criança.
Pois é, roubou meu coração, seu lindo <3 q

Ali, na sua frente, estavam vários exemplares diferentes de uma das duas coisas que havia perdido após o incidente. Uma era sua mão. A outra era a sanidade de sua filha.
Sério, acho isso totalmente awesome desde a primeira vez que li ~

Amo esse capítulo, você sabe disso ;-;~
E o de antes também ficou totalmente _________ UIABHDIUDBHAIHDAI <3
Adorando lalalaaa~~~
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Re: Cruz.

Mensagem por Aku no Hana em Ter Nov 08 2011, 20:46

Kira escreveu:TÁ FICANDO MUITO AWESOME! D:

Deixo registrado aqui (para todos) que eu claramente pensei em yaoi no primeiro capítulo AND I REGRET NOTHING. HATERS GONNA HATE.~
OH, DEOS, ACHEI QUE TIVESSE SIDO SÓ EU, MI BÊJA, KIRA q


Vou fundar um fanclub pro Cruz, sem mais. <333

Cê escreve bem demais, God. Amei.
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Re: Cruz.

Mensagem por Maknae em Ter Nov 22 2011, 20:16

Ah, finalmente conclui os 5 caps.

Porra, Kamikazen, eu gostei MUITO da história, me prendeu mesmo mesmo e a velocidade com que elas acontecem é o que me prende mais ainda, porque não se torna uma leitura cansativa ou pesada demais. O capítulo 5 foi de longe o melhor <3 EU QUERO AQUELA GURIE DE VOLTA E ok, não.

Mas sério, espero mesmo por atualizações constantes porque essa porra toda tá muito foda e eu tenho umas 2 ou 3 teorias já na minha cabeça. E o Cruz deve ser sedução, desenho, kd kd?
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Re: Cruz.

Mensagem por God of the Wind em Sab Abr 14 2012, 23:01

EU AINDA NÃO MORRI

Só tive sérios problemas com tempo + bloqueio mental.

Enfim, sem mais delongas, tá aews o cap, depois de quase 5 meses em produção.

Comentem ou eu pessoalmente puxarei os pés de vocês.E VOCÊS SABEM QUE EU POSSO.
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Re: Cruz.

Mensagem por Maknae em Dom Abr 15 2012, 11:00

Véi... na boa. Eu espero você não ter feito o que eu acho que você acabou de fazer com o personagem principal. Agora a porra ficou séria

Mas btw, que demora hein, limão no ketchup? Graças a desu já saiu, a espera foi longa mas valeu a pena. Outro ótimo cap! Estarei aperriando você com o 7 no pvt mais próximo :3
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Re: Cruz.

Mensagem por Draken em Seg Abr 16 2012, 04:08

Ok, não lembro se já comentei Cruz no AG ou não. No caso de não - ou mesmo no de sim-, tem novos capítulos, então vai fazer sentido eu comentar. Como já disseram, achei os primeiros capítulos meio batidos, rápidos. Mas não que tirasse a awesomidade da história, muito pelo contrário. Agora que tudo está começando a fazer sentido. E ainda um pouco mindfuck pelo mainchar no capítulo 06, mas tá foda bro.

Keep going.
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