O Livro Monocromático

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O Livro Monocromático

Mensagem por Phii em Seg Jan 03 2011, 16:55

Er... tá... falaram tanto pra eu postar, mas eu avisei que tá fail, sério .__. enfim... Vamos à fic...

O Livro Monocromático

Pág. ????
Spoiler:
O Livro Monocromático

O livro que você está lendo nesse momento não é um livro como todos os outros
Ele apenas contém duas cores:
Preto
e
Branco

O livro que você está lendo não é um livro feliz
Mas também não é triste

O livro que você está lendo não é um romance
Nem um conjunto de crônicas
Nem uma novela
Nem um roteiro de teatro

Esse livro é desejado por muitos
E temido por outros

Oh, mas não se preocupe.
Não há nada a temer nesse livro
Se você já está acostumado com a verdade...
Se você já admitiu o seu fim antes mesmo dele ter chegado...

Um livro criado pelos humanos
Queimado por chamas
Enrolado por fios de marionete
Pintado de “preto e branco”
Manchado de mortes
Contaminado por rodas
Imaculado de verdades e mentiras

Agora que você já sabe a existência desse livro
Agora que você já tem a coragem para admitir a existência desse livro...
Há apenas mais um aviso:
Nesse livro...




Pág. 109~34
Spoiler:
Chamas

Uma página. Vento. Nuvens. Sol.
Luz.
Vida.
A escuridão rasgava-se no meio. A abertura expandia-se aos poucos.
Vida.
Luz.
Os primeiros raios de luz. As primeiras batidas.
Vida...
Luz...
... Ela realmente existiu?
Naquela escuridão... A vida realmente existiu?

Não importe o quanto ela lute pela luz, o que ela verá será apenas escuridão, desde seu nascimento...
Ela nunca conheceu o “branco”.
Ela apenas conheceu o “preto”.

E enquanto isso... Mais chamas são apagadas.
E nossa história continua.
Ou começa.
Ou...
Termina.
Afinal... O fim é apenas mais um espaço para o começo.

A primeira chama – A prisioneira

Há algum tempo atrás, uma pequena chama se acendeu.
Como todas as outras, era uma chama feliz.
Mas... Essa chama, com o passar do tempo...
... Foi apagando aos poucos
Até restar... Um pequeno pedaço.
Quem a apagou?
Quem a acendeu?

Há algum tempo atrás, uma garota que apenas conhecia a escuridão.
Não era como todas as outras, não era feliz.
Mas... Quando ela descobriu a luz...
... Um sorriso foi aparecendo aos poucos.
Seria ela... capaz de sentir?
Seria ela... capaz de sorrir?
Quem sorriu?
Quem chorou?

Há algum tempo atrás, uma garota que apenas vivia em seu quarto, rodeada de livros.
Agora, era como todas as outras, era uma criança livre.
Mas... Ela não sabia o que era liberdade...
... Se é que ela realmente existia.
O que... seria liberdade?
Quem fugiu?
Quem correu?

Há algum tempo atrás, uma garota que foi separada da mãe, não tinha amigos.
Até... conhecer uma pessoa.
A sua única amiga.
Mas... Antes que ela pudesse perceber isso...

Sua chama cresceu.

Com algo

que chamamos

de

“ódio”

Qual chama apagou?
Qual chama acendeu?
Havia... esperanças?

Nada se sabe sobre a verdade, pois apenas existem mentiras.
Nada se sabe sobre as mentiras, pois apenas existem verdades.
O que é...
Verdade?

A segunda chama – O desejo branco.

Dizem que o casamento é um dos maiores sonhos das mulheres.
Não a todas, mas ela em especial, era.
Seu sonho...
Um casamento.
De preferência, com tudo branco.

Quem sonharia com algo tão simples, e ao mesmo tempo, tão complicado?
Annabella, claro.
Quem sonharia com algo tão simples, e ao mesmo tempo, tão complicado? Annabella, claro.
Era o que todos respondiam.

Ela não precisava de um príncipe, nem de um rei.
Ela não precisava de um cavaleiro, nem de um mago.
Ela apenas precisava de um casamento.
Um casamento em que a faria a sentir como uma princesa.
Como uma princesa se transformando em uma rainha...
Uma rainha de branco.

Casamentos, coisas caras. Annabella não tinha dinheiro para isso.
Mas ela não se importava com isso.
Ela queria... um casamento, cheio de branco.
Simples, pobre, não tinha problema.
Mas que tivesse sua cor preferida:
Branco.

Para um casamento, é necessário um noivo.
Mas na mente de Annabella, isso não era necessário.
Mas se fosse tão preciso, não seria difícil arranjar um.
Afinal... Quando desejamos tanto por algo...
Nada é difícil, não é mesmo?

Um sorriso desigual. Para muitos, um sorriso estranho.
Um sorriso louco.
Um sorriso exagerado.
Para Annabella, um sorriso normal.

Ah... O sorriso dela quando o vestiu...
Ah... O sorriso dela quando entrou na capela...
Ah... O sorriso dela quando viu o branco cegante das paredes...
Era como se ela não precisasse de mais nada nesse mundo.
Era como se o mundo já fosse o Éden dela.
Era como se a Cinderela tivesse encontrado mais cedo seu príncipe.
Uma felicidade inquebrável.

Mas todos nós sabemos
Que nada é inquebrável
Nenhuma chama é perfeita.
Pintemos o sonho esbranquiçado de vermelho então.
Uma tragédia imaculada de mentiras.

Ah... Se a ela fosse dado mais tempo...
Se a ela fosse dado mais senso...
Talvez, sua chama ainda estaria dançando alegremente
Pelas árvores da vila.

A chama da garota que desejava o “amor”.
Ou desejava a “riqueza”?
Entre ela e seu marido...
Qual chama apagou?

Ah... O verdadeiro desejo da garota...
Foi a cor que apareceria depois do branco...

Nada se sabe sobre a verdade, pois apenas existem mentiras.
Nada se sabe sobre as mentiras, pois apenas existem verdades.
Qual foi a...
Mentira?

A terceira chama – O garoto manchado de vermelho.

Normalmente, quando uma chama se acende é sinal de felicidade.
Amor.
Esperança.
Recomeço.
Mas... aquela chama foi apenas um sinal de tristeza.
Ódio.

Às vezes, o destino brinca com algumas chamas.
A dança dessas chamas tornam-se mais lentas
Mais sofridas.
E... Assim, elas desejam que se apaguem logo.

Mas... Como foi dito, o destino brinca com algumas chamas.
Por isso... O destino não permitirá que elas se apaguem tão depressa.
Afinal, o destino também quer se divertir.
Há diversão maior que ver as danças desesperadas de uma pequena chama?

Seu pai. Ele não existia.
Sua mãe. Ela não existia.
Amigos. Não existiam.
Inimigos. Eles existiam.
E eram todos.

Talvez, o que ele tivesse desejado seria apenas uma “companhia”?
Uma salvação, talvez, por meio de amigos?
Mas, a ele, não era capaz ter amigos, nem familiares.
Nem felicidade.
Porque, como disse, o destino gostava de brincar.

Talvez foi um azar que o destino tivesse escolhido ele.
Talvez foi um azar que ele nunca conseguia ser sincero com mais ninguém.
Talvez foi um azar simplesmente o fato dele existir.
Talvez... Seria sorte se ele sumisse.
Mas, a sorte seria de quem?

Do destino, não seria.
Afinal, ele perderia seu mais precioso brinquedo.

A ele, talvez?

Não, porque no fundo ele desejava salvação.
Uma pequena faixa de luz que trouxesse
Amor.
Felicidade.
Esperança.

Mas, ele apagou todos esses sentimentos.
Porque eram inúteis.
Junto com esses sentimentos, seus sonhos foram apagados.
Porque eram inúteis também.

A última vez que sonhou, quando foi?
A última vez que sorriu, quando foi?
Ele não se lembrava.
Já que...
Não existiram nem uma única vez

Mas talvez, os dados tenham enfurecido o destino.
Uma pequena faixa de luz acendeu nos olhos do garoto.
Mas ele a recusou.
Ele não merecia.
Não merecia...
Não...

No encontro de duas chamas
Qual delas acendeu?

Nada se sabe sobre a verdade, pois apenas existem mentiras.
Nada se sabe sobre as mentiras, pois apenas existem verdades.
Por que ele achou que era uma...
Mentira?

A quarta chama – A bruxa.

“Bruxas são horríveis. Por isso, cuidado à noite filhinha.”
“Tá, mamãe.”
“Nunca encoste perto de uma bruxa. Ela pode te comer.”
“Tá, papai.”


Bruxas. Seres que conseguem controlar algo que humanos não controlam.
A magia.
Há aqueles que dizem que isso é apenas um sonho de uma criança inocente.
Há aqueles que dizem que isso é a mais pura verdade que os adultos ignoram.

Há aqueles que a praticam, ou tentam, e sofrem preconceito.
Ou, são simplesmente queimados.
Afinal, é bem mais fácil queimar aquilo que você despreza.
Tem medo.

Ela não o praticava. Mas achavam que praticava.
Talvez tenha sido mais uma pequena brincadeira do destino.

A verdade era que a mulher havia uma filha. Uma filha indesejada por toda sua família.
Menos... por ela.
O seu amor pela sua filha era o mais puro possível, e ela faria qualquer coisa por ela.
Qualquer coisa.

É verdade, ela começou a praticar magia.
Mas como foi dito, foi por sua filha, foi pelo bem de sua filha.
O seu marido tinha o coração corrompido de ódio, era um ser incapaz de amar.
Por isso, ela que amaria sua filha.
Ela que a salvaria.

Sua chama havia acendido outra.
Uma pequena e nova chama, mas que não conhecia algo que a mãe conhecia.
Luz.
Por isso, a mãe queria aprender magia.
Para dar a luz.

Para isso, foi criada outra chama.
Uma nova e maior chama.
Mas, aquela chama era indesejada, e não era permitida.
Uma chama proibida...

Mesmo assim, ela amou as duas chamas.
Mesmo sofrendo, ela amou.
Afinal, ela era mãe.
Mas foi esse amor que a destruiu.

A primeira chama apagou antes mesmo de acender.
Antes mesmo de dar sua primeira dança.
Mesmo assim, ela nunca foi esquecida.
Porque ela era amada.

A segunda chama continuou.
Mas a mãe nunca entendeu...
A segunda, era igual a primeira.
Reencarnação? Ressurreição?
O que importava é que ela já não estava mais sozinha.

Uma mãe normalmente dá o adeus ao seu filho apenas quando ele cresce o bastante para isso.
Com ela, foi diferente. Ela deu o adeus muito antes que isso.
Obviamente, ela chorou, ela não quis, mas não podemos ter tudo o que queremos.
Ela já teve os seus momentos de felicidade, agora... Restavam os de tristeza.

No fim, sua chama se apagou.
E a chama que ela deu a luz foi trancada.
A chama que se apagou foi...

Mas, não tem porque sentir pena dela.
Afinal, o fim dela é o mesmo que o nosso.
Se você ainda não o encontrou, certamente o encontrará.
Tanto eu, quanto você...
Somos meras marionetes do destino.

Rodando como ratos de gaiola.
Movendo as engrenagens da vida.
Qual a próxima chama a se acender?
Qual a próxima chama a se apagar?
Quem tem essa resposta é...


Pág. 230 ~ 110
Spoiler:
Marionetes

Nos fios da marionete...
Há alguma... espécie de luz em seus olhos.

Nos fios da marionete...
Há alguma... espécie de vazio em seu rosto.

Nos fios da marionete...
Há alguma... espécie de tristeza em sua existência.

Nos fios da marionete...
Há... pedidos de socorro vindos de sua boca.

Na existência da marionete...
Há simplesmente nada.
E ao mesmo tempo...
Há simplesmente tudo.

Uma pequena marionete, repetindo sua dança inúmeras vezes.
Os fios, cortados ao meio...
Agora, ela era livre...
Ou estava presa novamente?

Seria... liberdade...
Sofrer?
Sorrir?
Odiar?
Chorar?
...
Morrer?

No final, essas respostas nunca são encontradas.
Porque não há respostas.
Apenas há... perguntas.
E esses fios... Nunca serão cortados.
Afinal, é assim que o destino funciona.
É assim que a vida funciona.

Er... ainda to fazendo a segunda parte.. XD quando tiver mais eu vou editando aqui \o/ Só comentando... Essa fic é meio velha, então vou levar um tempo pra atualizar, até lembrar de tudo ._.

Phii
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Re: O Livro Monocromático

Mensagem por Maknae em Seg Jan 03 2011, 17:23

Parabéns, Shirayukin

eu simplesmente... AMEI MUITO sua fic <3
Você arrasa e é superior e fique quieta -q
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Re: O Livro Monocromático

Mensagem por Beatorisu em Seg Jan 03 2011, 17:25

Phii ~ :3
sem mais. Tá muuuuuuuito legal e eu surtei muito com a frase ao contrário e e... posta mais ~
*[]*

AAAH ~ eu amei. <333333333

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Nothing seems to be written in the textbook of love



gif by Phii ~

Spoiler:





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Re: O Livro Monocromático

Mensagem por Yukito em Seg Jan 03 2011, 17:47

Amei o lance das frases ao contrário.
Ficou sagaz, preciso aprender a fazer versos curtos em poemas lol
Referências por toda parte, linguagem simples... tá sugoi~

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Re: O Livro Monocromático

Mensagem por Suy em Seg Jan 03 2011, 22:29

Ficou legal
continua postado *¬*
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Re: O Livro Monocromático

Mensagem por Lay em Ter Jan 04 2011, 16:18

Aaah gostei *-*
É adorável
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Re: O Livro Monocromático

Mensagem por Phii em Sex Ago 19 2011, 14:26

Muito muito obrigada gente ç_ç É a única fic que tenho vontade de ficar continuando e... é.

Enfim, escrevi mais dois poemas \o/ e um pedaço de um terceiro XD É continuação do capítulos das marionetes.

2. A Marionete dos Sonhos.
Spoiler:
A Marionete dos Sonhos

Há algum tempo atrás, havia uma pequena garotinha.
Andando sem rumo pelas trilhas da floresta mágica

Ah. Ah.

Escondendo-se em seu pequeno casaco dada pela sua mãe
Carregando o bracelete dado pelo seu pai

Ha. Ha.

A garota sorria e cantava com as árvores e o vento
De repente, o vento sussurrou em seus delicados ouvidos:

“Se você seguir por esse caminho
Você poderá pedir qualquer desejo
Os seus sonhos mais íntimos serão realizados
Não seria a coisa mais maravilhosa do mundo...?”


Dançando com a melodia do vento, a garota sorriu
Ah. Ah.
A garota então foi seduzida pelo sussurro do vento
Ah. Ah.
Seguindo cegamente os seus mais obscuros desejos.

A garota já não via mais nada, não sentia mais nada
Dominada pela “ganância” que a chamava de sonho
A garota continuou com sua dança
Cantarolando, cantarolando, a canção dos sonhos.

Sua dança interrompida pelo andar do destino
Controlada pela ganância, ah, ela a viu

“A Fonte dos Desejos”

Uma fonte que era evitada por todos
Mas desejada por muitos

A garota, atraída pela fonte, aproximou-se
Esquecida de seu objetivo inicial
Como se a fonte tivesse falado com ela
Ela já sabia o que tinha que fazer

“Eu quero ser livre e rica de novo! Não aguento mais essa pobreza!”

Passando seu desejo para a água que encostava em seus lábios
A garota sentiu seu corpo estremecer
Achando que era a felicidade que tanto desejava
Era apenas a desgraça que a manipulou para encontrá-la

Agora, a garota era a fonte
E a fonte era a garota
Mas o porquê, ah, mas o porquê disso acontecer...

No final, essas respostas nunca são encontradas.
Porque não há respostas.
Apenas há... perguntas.
E esses fios... Nunca serão cortados.
Afinal, é assim que o destino funciona.
É assim que a vida funciona.

3. As Marionetes Escolhidas.
Spoiler:
As Marionete Escolhidas

Duas pequenas gêmeas que sempre andavam juntas
Diferentes como água e vinho por dentro
Cabelos pratas como luar
Olhos dourados como o sol

Duas corajosas gêmeas que sempre andavam juntas
No mesmo passo, cantando a mesma música
Perdidas pela floresta assombrada

“Não se preocupe, tudo dará certo” – A mais velha disse
“Tudo bem, não estou com medo, maninha” – A mais nova disse
Uma coragem respeitável, mas será que elas realmente escapariam?

O destino já havia um plano para as duas
As duas marionetes gêmeas continuaram seu caminho
Em busca de sua querida e aconchegante casa de madeira
Sem ter pistas dela nem uma única vez, mesmo assim
Elas não podiam desistir!

A fúria do vento levantava seus cabelos
Mesmo assim, elas continuavam
Com a chuva e com o sol
Com a noite e com o dia
Com as lágrimas do céu e o ódio dos ventos

O vento se acalmou
Sussurrando no ouvido da mais velha, ele disse

“Se você seguir por esse caminho
Você poderá pedir qualquer desejo
Os seus sonhos mais íntimos serão realizados
Não seria a coisa mais maravilhosa do mundo...?”


Ao escutar essas palavras vindas de uma voz feminina
A mais velha perguntou a mais nova
“Você escutou isso...?”
A mais nova, sem entender, apenas balançou a cabeça negativamente

Continuando seus caminhos,
A mais velha ignorou os sussurros desconhecidos
Mesmo assim, o destino não as deixariam em paz
As marionetes escolhidas.

Mesmo que aquilo não foi planejado pelas duas
Ah, elas viram

“A Casa dos Desejos”

Apesar da casa não ser feita de doces
Era de madeira e decorada cuidadosamente
Com ornamentos de ouro e de prata
As duas se sentiram atraídas pela casa

Toc. Toc.

“Sejam bem-vindas a casa dos desejos.”


Água correndo. Desejos fluindo.
Os fios das marionetes se mexendo...

PS: Tive que deixar o segundo preto porque tava dando erro ._>

__________________________


Continuação da parte das Marionetes ~ :3
Só porque umas pessoas pediram ~ u_u

4. Pano das Trevas
Spoiler:
Seus olhos não tinham vida, mas a luz brilhava neles.
Uma luz falsa, carregada de solidão e tristeza. Seus cabelos loiros dançavam de acordo com a melodia do vento.
Sua alma era algo vazio e seu corpo não era capaz de suportar o vazio.
Ela não suportava mais ela mesma e decidiu criar algo para poder transferir sua dor e tristeza.



A incapacidade não era desculpa. Ela estava decidida.
Ela poderia morrer e não terminar sua criação, mas ela a faria de qualquer jeito.
Qualquer...
Jeito.

Seu desejo era... a felicidade.

Mas nem tudo que desejamos...

...Conseguimos alcançar, não é?


Sem dormir, sem descansar, meu desejo era a felicidade, então empilhei a tristeza
E a amontoei em minhas mãos, retirando minhas lágrimas dos olhos.

Ninguém nunca acreditou em mim, sempre, sempre
E para sempre, existiu apenas eu
“Já é o bastante, não é?” mas eu não me conformo
Jogar palavras sem sentido para mim mesma não vai ajudar em nada... não é?

Linha por linha, luz por luz, um descanso inexistente
O meu sonho: uma boneca de pano com minha tristeza
Ela carregará a tristeza que tanto me destrói

Ela chorará... e chorará. A cada lágrima que cair, eu rasgarei uma por uma...
O dia de hoje é inútil se a minha mão não alcança a felicidade
Então, rasgarei esse dia também.

Um sorriso quando é retirado de uma pequena chama, nunca mais é retornado
É triste, mas é a minha realidade
Até as últimas lágrimas, até as últimas dores, pode-se ver uma linha carregada de tristeza
E panos imaculados de sonhos patéticos de felicidade

Uma nova chama é acesa pelas mãos pecadoras de uma jovem
Carregando o sofrimento de sua mestra, ela não pode reclamar ou protestar
Como uma marionete, a boneca contém a incapacidade de se mover sozinha
Mas, para a surpresa da mulher, seu sorriso não veio; apenas lágrimas

“Por que meu vazio não foi preenchido?”

Não importa quantas vezes ela se pergunte, a resposta nunca será encontrada
Ela mesma rasgou os únicos vestígios de um possível sorriso...

5. A Boneca e as Pétalas de Sofrimento
Spoiler:
Presa em um pequeno quarto, a boneca chora inutilmente
Um tempo costurado com o botão da eternidade, ela não o consegue rasgá-lo

O toque da felicidade é algo inalcançável, mas mesmo assim, desejável
Desejando uma alma própria, sua chama se apagou com as lágrimas da injustiça

Mesmo estendendo sua mão, ela não alcança a luz. Dando voltas e voltas...
Seus olhos não enxergam mais nada; está muito escuro... por que tão escuro?
Seu corpo dói, seu cenário contém apenas o preto realístico e o branco falso
A verdadeira luz é apenas uma flor desmanchada pelo vento

Desabrochando suas lágrimas, seus olhos pedem para solta-las
O que é vida? O que é morte? São coisas que ela não tem conhecimento

Analisando o sangue que ela derramou, ela o inveja.
Por que... aquele sangue não passa por ela?

Repentinamente, a felicidade toma conta do seu corpo
É uma sensação tão extraordinária... Ela não consegue nem mesmo parar de rir

Não importa quantas vezes, a flor do pecado é rasgada
Um erro é inaceitável, uma felicidade é pecado
Quanto mais ela ri, mais cicatrizes se formam
Por quê...? Né, por quê...? Mesmo estendendo minha mão, eu não a alcanço!

Se eu não a alcanço, vou criar uma semente para mim
Para isso, é necessário sangue para rega-la
Não aceitarei a tristeza... Eu mereço um sorriso
Nem que eu traga morte para regar essa semente...

Sua chama continua dançando com uma falsa imaginação
Queimando e queimando... Não é justo apenas eu ser rasgada...
Rasgando e rasgando... Todos os gritos, para que não sejam lembrados...
Desabrochando e desabrochando... O desespero enquanto se é criado mais espinhos...

Depois da boneca ter notado como conseguir a felicidade
Ela decidiu compartilhá-la com sua mestra, mesmo tendo sido rasgada milhares de vezes pela mesma.
Infelizmente, Layla, a boneca apenas foi rasgada novamente... Haviam chamas de inveja nos olhos de sua mestra...
Por que ela não sorria para sua criação? O que ela fez de errado?
Ela sempre se perguntou e perguntou, mas era inútil...
Ela nunca fez nada de errado
O erro era de sua mestra

Ela aprendeu que os erros devem ser apagados. Por isso, ela apagou a chama de sua mestra.
Enquanto apagava sua dona, ela apresentou um sorriso nunca antes visto e apenas disse, enquanto sua felicidade imaculava seu corpo de pano.

“Nada mais que justo, não é? E foi o que você me ensinou.”

Depois disso, nunca mais se ouviu falar de Layla...
Mas as gotas de sangue que foram derrubadas, uma por uma, estavam guardadas em uma pequena garrafa de vidro...

NOTA: Já vou avisando.. O nome Layla não é por causa de Sanhora XD essa história eu criei em 2007~2008, eu tinha até desenhado a Layla e nessa época não conhecia ainda Sanhora, então mera coincidência e não vou mudar o nome agora u-u

6. Melodia Branca
Spoiler:
Uma nova vida se acendeu em um mundo de trevas e destruição.
Uma alma branca como as nuvens dos tempos passados
Acendida por um amável casal que se logo logo iria se sucumbir ao egoísmo e destruição...
Ela foi criada com muito amor e o distribuía às pessoas ao seu redor, mas não podia se dizer o mesmo dessas pessoas...
Seu cabelo branco como a neve e seus olhos vermelhos como rosas eram odiados pelas pessoas daquele reino.

À ela, todo dia, era dito:
“Você é a melhor filha que qualquer um poderia ter”
Infelizmente, ela acreditou nisso cegamente.
Porém nada é eterno, assim como o amor
O amor que ela tanto tinha foi apagado em um instante tão rápido como uma rajada de vento

Mas ela não se conformou.

“Eu... Eu vou me esforçar... E vou fazer todos me amarem... Eu vou ser a filha perfeita... que qualquer um desejaria... novamente!”

Em um dia de luz, eu era a mais querida em minha terra
Não por todos, mas minha família já era o suficiente
Entretanto, nada é eterno e o vidro que guardava minha felicidade
Agora está em pedaços.

Não pode ser... Não pode ser. Eu não sou a mesma de antes?
Não tem como isso ser realidade. Não tem como eles serem os mesmos de antes.

Eu os farei abrir os olhos e acordarem dessa repentina ilusão!

Após terem um Weiß Träume [Sonho Branco] ocorre a realidade vermelha
Com seus olhos ardendo como duas chamas flamejantes
E seus cabelos voando como uma nevasca
Apagando-se as memórias, pode-se conquistar um futuro brilhante

Mesmo assim... Por quê? Né... Por que vocês ainda não olham para mim?
Uma ordem em troca de felicidade; eu farei tudo para voltar
Àqueles tempos felizes
Mesmo que tenha que cometer milhares de pecados

Uma ferramenta para conquistar poder incapaz de sonhar
Aquela garota não pode contar mais com ninguém
Seu sonho a apagou da realidade e agora é um perigo
Desistir do passado e conquistar um futuro não é a escolha correta

A filha perfeita Weiß Träume [Sonho Branco] deseja amigos
Mas se meus pais não concordam com essa ideia, tudo bem...
Lágrimas puras escorrem pelo rosto amaldiçoado
Apesar de não apagar as chamas da loucura, elas limpam seu rosto...

Sacrificar... e sacrificar. Sacrificarei quantos forem precisos
Se isso trará o meu amor de voltar, então é algo necessário.

Mesmo assim... Por quê? Né... Por que vocês ainda me rejeitam?
Se sobrar apenas eu no mundo, não há mais ninguém para olharem!
Um pecado irreversível
Manchando uma Melodia Branca em Vermelho

Não importe quanto sangue você derrame, o passado não retornará
É a triste, mas doce realidade

Um sonho destruindo a realidade do passado significa a morte do futuro
E então, esse sonho será apagado
Se já não é mais necessário;
A Weiß Träume [Sonho Branco] será...

Morta.


Um sacrifício chamado Weiß Träume [Sonho Branco] foi substituído
Por uma garota de cabelos e olhos negros, a perfeita criação
Independente da sua escolha, seu futuro já estava perdido
Incapaz de satisfazer o desejo de poder e sem permissão para desejos


O vidro da eternidade nunca será quebrado.
E foi desse vidro que seu caixão foi criado
A nova criança era amada por todos e Weiß Träume apenas invejou o seu amor...
Por que ela nunca pôde ter amigos?

Enquanto eles tentavam criar o “sonho perfeito” inúmeras vezes
A albina, atrás do vidro de seu caixão sorriu aos seus pais

“É inútil... Eu nunca morrerei... Sonhos Brancos são eternos, diferente dos negros...
Nunca haverá um sonho que os ame tanto quanto eu...
É inútil, não percebem...? Só eu tentei ser perfeita...
Né... Onde eu errei...? Me amem... Por favor...”


As chamas de seus olhos foram apagados pelas suas lágrimas
Mesmo assim... não era o bastante para seu desejo se realizar...
Inúmeros sonhos foram criados
Inúmeros sonhos foram despedaçados repentinamente
Até descobrirem a causa, eles continuariam inutilmente...

7. paradoxo
Spoiler:
Vigiando pelas trevas, estava sempre ela.
Uma melodia perdida; olhos brancos como a neve; uma ampulheta quebrada
Escondida pela sombra do luar
Um sorriso maléfico, uma diversão solitária

Uma nova história é tecida pelo destino, carregando uma profecia
“O garoto que conseguir fazer a Faca Dourada refletir o rosto de um anjo
É o destinado a nos salvar da destruição”
O povo, sempre esperando pelo fim, anseia a chegada do garoto escolhido

“Essa melodia não é nem um pouco fofa...”

Um garoto guiado por um lobo negro, enquanto corria para se salvar
Era perseguido pelas presas do corvo da morte
Seus pés doíam como milhares de agulhas ferventes penetrando no seu corpo
Suas lágrimas caíam, mas ele não podia parar, ele não queria morrer

Transportando a memória do irmão: uma capa vermelha
Seu irmão um dia foi levado de casa e nunca mais voltou...

Ele faria de tudo para encontrá-lo, por ele e seus pais
Por isso, não poderia morrer
Não ali. Não agora.

Uma noite de tempestades e o crescimento do desespero
Trovões iluminavam o céu e ele não parava de correr
Mais e mais corvos: Quando ele estaria salvo!?
Foi naquele momento que, em um piscar de olhos...

Um uivo no anoitecer. A única escuridão acolhedora.
O lobo parou e encarou o céu
Foi o seu primeiro uivo, um uivo salvador

O garoto apenas abraçou o lobo em suas lágrimas
Agradecendo eternamente o lobo, finalmente saboreando a paz...

O garoto, cansado, caiu na grama molhada
O lobo, carinhosamente, tentou colocá-lo em suas costas e voltou a correr...

Enquanto corria, o garoto ainda não sabia, ah...
A alma que o lobo carregava era uma alma humana...

“Acho que se... eu interferir... se tornará mais interessante...”

8. Oito Eterno.
Spoiler:
Em uma terra onde as marionetes destruídas ainda respiram...
O tempo indestrutível é infinito


Um pequeno interlúdio

Nas profundezas de uma floresta negra
Onde nem mesmo o sol é capaz de brilhar
Há um garoto de capuz vermelho
O azul da noite realça seus olhos

Ele se agarra ao ar em busca de apoio, mas é inútil se não houve nada para acreditar
Ele estende sua mão em procura de alguém, mas é inútil se não houve um alguém

Sem encontrar um sorriso em sua vida, ele é preso às lágrimas
Que nunca caem, nunca derramam, nunca se soltam
Congelado na decepção consigo mesmo e na solidão
Ele não encontra o calor pra derretê-lo e liberta-lo

O calor de seu sangue passa pelo corpo congelado
A frieza é algo enlouquecedor e extraordinário
Sua vida é refletida por um espelho infinito
Quanto mais você tenta quebrá-lo, mais você sente a dor

Ele ergue sua espada em direção ao céu, revelando o sangue derramado
Ele mesmo se esqueceu de contar de quantas voltas deu
E nunca encontrou nenhum ponto de paz ou felicidade
Criado para apenas odiar, ele se pergunta o que ganha com isso

Sem encontrar uma luz em sua vida, ele é preso às trevas
Que nunca desaparece, nunca despedaça, nunca quebra
Congelado no desejo inútil de amor ou gentileza
Ele não encontra a chama para derrete-lo e liberta-lo

O seu mundo é pintado apenas de preto, representado pelo OITO
Que nunca acaba, nunca termina, nunca morre
A vida congelada, desde o começo, foi um azar para ele
Ele não encontra a chama para queimá-la e fervê-la

Sem nunca retornar, sem nunca sonhar
Ele já quase agarrou a felicidade, mas ela era muito fina
Ela escorregou de sua mão milhares de vezes
Por isso, ele já desistiu dela há muito tempo...

Phii
Representante da Haruka Shimotsuki
Representante da Haruka Shimotsuki

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